Desporto canino: Binómio algarvio vence campeonato do Mundo

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“Echo” já tinha causado burburinho ao ser o primeiro exemplar da raça boxer na história a representar Portugal num campeonato do mundo. Volta agora a ser o alvo das atenções depois de ter feito soar o Hino Nacional ao ter vencido, no passado fim de semana, o campeonato do mundo ATIBOX WM na modalidade e nível IPO1.

O binómio composto por João Paulino, 40 anos, e o cão da raça boxer “Echo”, de dois anos, são a mais recente dupla de desporto canino a conquistar um título mundial. A dupla fez história no estádio espanhol El Mazo, em Haro, província de La Rioja, localidade eleita para acolher o mais importante evento de trabalho da raça.

A dupla sagrou-se campeã do nível 1 ao atingir os parciais de 99 pontos (em 100 possíveis) na disciplina de pistagem, 85 pontos na disciplina de obediência e 84 na disciplina de proteção, completando 268 pontos (em 300 possíveis).

A competição contou com cerca de três dezenas de participantes oriundos de dez países, e levou milhares de espectadores à cidade de Haro, que se encheou de entusiastas que quiseram assistir ao vivo às prestações dos binómios.

O lagoense João Paulino, treinador de cães e dirigente da escola de treino canino Iron Dog Algarve, fundada há um ano e meio, em Quarteira, refere que “o sonho da vida de qualquer desportista é alcançar o primeiro lugar numa competição mundial, principalmente com pontuações tão altas”.

“Fiz de tudo para representar Portugal com a máxima dignidade e humildade”, acrescenta.

“O ‘Echo’ tem apenas dois anos e meio e iniciou o treino na modalidade aos dois meses de vida. Desde então, o treino é diário e ele adora. Somos uma equipa muito unida, inseparável, e um binómio sempre pronto para trabalhar”, sublinha.

Refira-se que “Echo” tornou-se, no último fim de semana, um dos mais jovens cães de sempre a participar e a vencer esta competição mundial.

Sobre a utilização da raça para desporto canino, o instrutor realça que “infelizmente não é comum vermos cães da raça boxer em Portugal a praticar esta modalidade embora ainda sejam considerados uma raça de trabalho!”.

“Estamos a lutar para mudar esse paradigma e inspirar mais pessoas a iniciarem-se nesta modalidade, seja qual for a raça do cão. Continuaremos a fomentar a modalidade no Algarve, principalmente agora, após este reconhecimento internacional do nosso trabalho. Vencer uma competição desta dimensão e importância é a única forma de provarmos a qualidade do trabalho que desenvolvemos. No entanto, queremos manter-nos discretos e continuar o trabalho sério que temos desenvolvido até aqui, sem deslumbramentos”, explica.

João Paulino evidencia ainda que “em breve será lançado um conjunto de iniciativas na região do Algarve que visam informar, sensibilizar e direcionar o público para a prática desta e outras modalidades de desporto canino”, pois, tal como os humanos, “também os cães necessitam de se exercitar e serem estimulados para uma melhor qualidade de vida”.

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