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Passos recusa “arranjinho de Governo” e diz que “problema não é atual primeiro ministro

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, recusou hoje “um arranjinho de Governo no atual quadro parlamentar” proposto pelo presidente do CDS-PP, Paulo Portas, e defendeu que “o problema não é o atual primeiro ministro”. No debate do “Estado da Nação”, no Parlamento, Paulo Portas desafiou José Sócrates a demitir-se para que os socialistas pudessem escolher outro primeiro ministro, “alguém moderado, credível e com os pés assentes na terra”, que chefiasse um Governo de coligação entre o PS, o PSD e o CDS-PP. Em entrevista à SIC-Notícias, questionado sobre esta proposta do presidente do CDS-PP, Pedro Passos Coelho respondeu: “Parece-me que o país precisa, de facto, de uma alternativa, mas não precisa de um arranjinho de governo no atual quadro parlamentar”. Em discordância com Paulo Portas, o presidente do PSD acrescentou: “O nosso problema não é o atual primeiro ministro”, mas sim “causas profundas na nossa economia e na nossa sociedade, que precisam de um projeto novo”. “Para mudarmos de opção política, não faz sentido ter o PS no governo, portanto, não faz sentido coligar-me com o PS no Governo”, argumentou, considerando inviável a proposta feita por Paulo Portas. Passos Coelho acentuou a ideia de que não está “disponível para levar o PSD para o Governo a não ser que haja novas eleições”. “Não estamos cheios de pressa para ir para o Governo. Se houver uma crise política no país, estamos preparados para ir para o Governo, mas se os portugueses quiserem”, reforçou. Sobre o momento dessas eleições, nada adiantou. Referiu-se a “quando os portugueses precisarem de umas eleições para fazerem uma nova escolha de Governo”, considerou que o atual executivo não pode “oferecer ao país uma reforma de médio longo prazo para Portugal” e disse esperar “que o país possa, em devido tempo, perceber as ilações do que nos conduziu a esta situação” e “escolher um caminho diferente”. “Eu espero que sim. Porque nós só vamos sair duradouramente desta crise se mudarmos de opção política”, sustentou o presidente do PSD. Para ilustrar que o PSD não está à procura de uma crise política, Passos Coelho apontou o acordo feito com o Governo sobre medidas para reduzir o défice: “Se nós não tivéssemos tomado esta posição na altura que o fizemos, o Governo iria cair, provavelmente”. Quanto ao Orçamento do Estado para 2011, reiterou que o PSD não aceita cortes nas deduções fiscais, e avisou: “Se o Governo quer não ficar perante os portugueses e o exterior na posição de ter um orçamento chumbado, eu penso que deve procurar consenso no Parlamento para o fazer passar. Eu estou a dizer com muita antecedência”.

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