Se analisarmos a vida e o percurso dos jornais algarvios, só para nos centrarmos na nossa região, não encontramos nenhum outro, para além do JORNAL do ALGARVE, com esta característica.
Se pensarmos que, ao longo destas quase seis décadas, o país e a região viveram períodos de menor fulgor económico, crises e nos últimos anos, uma grave recessão que vai persistindo, constataremos quão difícil tem sido a nossa missão.
Só com uma gestão muito rigorosa, numa primeira fase sob a responsabilidade de José Barão e herdeiros e, depois de 1983, sob a direção da Viprensa, atual proprietária e uma linha editorial regionalista, no bom sentido, equilibrada e pluralista, tem sido possível editar um Jornal que continua a ser uma referência no panorama da imprensa regional portuguesa.
Percebendo os novos rumos da comunicação, há mais de 20 anos que lançámos, com o indispensável apoio de José Cruz, uma edição online, www.jornaldoalgarve.pt, com as respetivas conexões às redes sociais que tem sido um complemento da edição impressa, uma importante mais valia, e um fator de modernidade e de captação de novos fluxos, quer ao nível da leitura quer da publicidade.
É óbvio que o mérito deste percurso não teria sido possível sem o apoio dos nossos leitores, assinantes e anunciantes, a quem desde já agradecemos reconhecidamente a sua dedicação.
Mas há um outro mérito que queremos sublinhar nesta hora de aniversário; o do rumo editorial traçado por José Barão. Queria ele que o JORNAL do ALGARVE, fosse um jornal de causas, de verdadeira expansão regional, isto é que se fizesse ouvir em todo o Algarve, que fosse sentido como seu por todos os algarvios, sem exceção, rigoroso e pluralista. Um rumo do qual, apesar de alguns considerarem que não, nunca nos afastámos. Hoje, a grande causa regional é a questão da exploração do petróleo em águas algarvias, como no passado foi a Operação Algarve-Turismo, a luta pelo Aeroporto, pela Universidade, pela Regionalização, pela Ponte do Guadiana e pelo que viria a ser a Via do Infante, cujo pagamento de portagens agora combatemos.
A melhor prova da nossa independência é que somos respeitados e considerados por pessoas e políticos de todos os quadrantes que sabem reconhecer o nosso rigor informativo. O que não fazemos é misturar notícia com opinião, nem somos adeptos do sensacionalismo informativo.
O que somos e queremos continuar a ser, é rigorosos na notícia e pluralistas na opinião, abrindo, como está a acontecer cada vez mais, páginas ao debate de ideias e à expressão de diferentes formas de pensamento. Como jornal de proximidade, entendemos que é nossa obrigação veicular as notícias que nos chegam, deixando aos nossos leitores a tarefa da respetiva análise crítica nas páginas de opinião.
Contamos com todos para sermos cada vez mais fortes! Quiçá possamos, então, fazer também um jornalismo de investigação.
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