ACRAL diz que empresários não aguentam outro verão como o de 2020

A Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) reforça esta semana que os empresários algarvios não aguentam outro verão como o de 2020, após um inquérito, anunciou a entidade.

O inquérito intitulado “Impacto na Economia Local: Efeitos provocados pela covid-19” teve como objetivo “perceber em que dimensão as empresas do Algarve foram e continuam a ser afetadas com esta pandemia”, segundo o comunicado.

Cerca de 66,7% dos inquiridos fazem parte de empresas de comércio, 16% a serviços e outros 16% à hotelaria e restauração.

Do total de inquiridos, 73% acredita que o verão deste ano será igual ou pior ao verão do ano passado, prevendo a retoma da economia apenas em 2023.

“Se porventura, o verão de 2021 for igual ou pior do que o verão de 2020, a época de inverno pode ser extremamente dramática para o futuro da sustentabilidade das empresas do Algarve”, refere o presidente da ACRAL, Paulo Alentejano.

No entanto, 92% dessas empresas são microempresas, ou seja, com menos de 10 colaboradores.

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Cerca de 88% das empresas inquiridas responderam que “foram gravemente afetadas com prejuízos acumulados nos últimos meses” e avaliam a situação das suas empresas como “muito má”.

“Considerando o ano de 2020 onde se registaram elevadas quebras nas receitas, registou-se, em 2021 um agravamento da situação para 70% dos inquiridos”, acrescenta a ACRAL.

Segundo a mesma entidade, a acentuada quebra de receitas deve-se à baixa procura de produtos e serviços após o confinamento, com 72% dos inquiridos a não prever nenhum tipo de melhoria nos próximos 12 meses.

Como consequência, os empresários tiveram de adotar medidas como a redução de custos e o adiamento ou cancelamento de investimentos, aumentando a taxa de despedimento.

Já em relação às restrições do Governo, 97% dos inquiridos revelaram que concordam com as medidas da área da saúde, mas que os seus estabelecimentos foram “seriamente prejudicados” e 94% considera que os apoios do Estado “não são correspondentes às necessidades, estão aquém e acarretam muito burocracia”.

“Numa região tão diferente do resto do País, precisamos de uma resposta, por parte do Governo, com medidas diferentes, para garantir a sobrevivência do tecido empresarial algarvio e evitar ao limite, uma crise social no Algarve”, acrescenta o responsável pela ACRAL.

A ACRAL lançou agora o desafio às autarquias para a criação de um gabinete local de apoio aos empresários, intitulado “Gabinete SOS Empresas”, que tem sigo acolhido “muito positivamente”.

Estes gabinetes são compostos por equipas multidisciplinares especializadas que pretendem dar resposta em várias áreas como a nível financeiro, bancário, contabilístico e jurídico. As equipas pretendem ainda orientar os empresários acerca dos incentivos, candidaturas e apoios disponíveis.

Este serviço é gratuito e destina-se a todos os empresários.

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