PAÍS

Administrador da TVI ‘iliba’ José Sócrates

Pela segunda vez a prestar declarações ao Parlamento, Bernardo Bairrão – administrador delegado da Media Capital e da TVI – falou mais da suspensão do Jornal Nacional de Sexta do que do negócio de tentativa de entrada da PT no capital da estação de televisão.

Sobre este assunto – que é objecto principal da comissão de inquérito, Bernardo Bairrão garantiu só ter tomado conhecimento do negócio “muito em cima dele ser comunicado”. No entanto, considerou que “fazia todo o sentido” e era matéria da exclusiva responsabilidade “do accionista”, isto é, a espanhola Prisa.

Os deputados aproveitaram a presença do administrador da TVI para, mais uma vez, aprofundarem a possibilidade de uma pressão política no sentido de suspender o noticiário de Manuela Moura Guedes e afastar o director-geral, José Eduardo Moniz.

Jornal Nacional de Sexta causava “mau-estar”

Sublinhando o “mau-estar” que o Jornal Nacional de Sexta causava, Bernardo Bairrão referiu as críticas feitas pelo Sindicato dos Jornalistas e pela Entidade Reguladora de Comunicação Social. O administrador assumiu que “a discussão interna” sobre “o estilo” e os “desvios em relação ao estatuto editorial da estação” por parte do noticiário de Manuela Moura Guedes se prolongou “ao longo de meses”.

A decisão, porém, só viria a ser tomada em 3 de Setembro de 2009, por parte do conselho de administração e em termos que o próprio administrador considerou estar no “limite da legalidade” (recorde-se que a ERC considerou “ilegal” a decisão).

As críticas do primeiro-ministro, que considerou o Jornal Nacional de Sexta uma “autêntica caça ao homem” pesaram para esta decisão administrativa? Esta foi a questão mais sublinhada pelos deputados da oposição. Uma pergunta que ganha mais fôlego depois de, na passada sexta-feira, o administrador espanhola da Media Capital ter admitido à comissão de inquérito um lacónico: “Provavelmente, sim”.

Bernardo Bairrão não concorda. “Não foi por causa da intervenção de José Sócrates que o Jornal Nacional de Sexta acabou”, disse, desvalorizando o peso das declarações do primeiro-ministro. “Todas as opiniões, quer sejam do primeiro-ministro, quer de pessoas anónimas, são tidas em conta pela administração”, concluiu

* via Expresso

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