Administradores hospitalares preocupados com a forma como Ministério perde o património

A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) encara com “alguma preocupação” a forma como o Ministério da Saúde está a “perder o seu património”, embora concorde com o aumento do capital estatutário dos hospitais EPE, graças à venda de hospitais.

O presidente da APAH, Pedro Lopes, comentava desta forma a notícia hoje avançada pela Agência Lusa de que o Ministério da Saúde vendeu ao Estado quatro hospitais em 2009 por mais de cem milhões de euros.

Deste valor, a tutela aplicou perto de 75 milhões de euros como aumento de capital estatutário de 18 hospitais Empresas Públicas Empresariais (EPE).

“É com alguma preocupação que vejo como o património do Ministério da Saúde deixa de ser do Ministério da Saúde para ser património de outro, mesmo sendo do Estado”, disse.

Por outro lado, Pedro Lopes congratula-se com o aumento do capital estatutário dos hospitais EPE.

O administrador hospitalar considera que na origem desta transacção deve estar “certamente uma dificuldade financeira para fazer face às dotações dos capitais estatutários” dos hospitais EPE.

Sobre a alienação dos imóveis, Pedro Lopes não tem dúvidas: “O Ministério da Saúde fica mais pobre”.

Os hospitais vendidos em 2009 foram os de Santa Marta, São José e Capuchos que, juntamente com o pediátrico Dona Estefânia, compõem o Centro Hospital de Lisboa Central, e serão transferidos, em 2013, para o novo Hospital de Todos os Santos, em Chelas.

Em 2009, foi igualmente vendido o Hospital Miguel Bombarda.

Estes quatro hospitais foram vendidos à sociedade Estamo, detida pela empresa pública Parpública, por cerca 111,5 milhões de euros, segundo dados que constam no site da empresa.

AL/JA

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