Aeroporto de Faro
ECONOMIA

Aeroporto de Faro teve queda de passageiros de 97% no segundo trimestre, diz CCDR

O aeroporto de Faro teve um decréscimo de passageiros da ordem dos 96,9% durante o segundo trimestre de 2020 (abril a junho) em comparação com o período homólogo de 2019, de acordo com os indicadores mais recentes do Portal da Mobilidade e Transportes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve).

Os fluxos de mobilidade regional que, ainda assim, registaram menos quebras (mas em todo o caso superiores a 40 e a 50 por cento), foram os tráfegos médios diários nos eixos rodoviários secundários.

O portal assinala fortes decréscimos dos índices de mobilidade na região em todos os meios de transporte, com indicadores “fortemente marcados pela implementação das medidas decorrentes da Declaração de Estado de Emergência (em 18 de março) no País, e também influenciados pela situação vivida na região da Andaluzia”.

No segundo trimestre de 2020, as quebras nos fluxos e movimentos de passageiros são muito acentuadas de uma forma geral em todos os meios e modos de transporte. São particularmente notórias no modo aéreo, o Aeroporto Internacional de Faro praticamente suspendeu a atividade, mas estendidas a todos os restantes meios e modos, tendo inclusivamente o movimento de passageiros sido nulo na carreira fluvial Vila Real de Santo António/Ayamonte.

O Aeroporto Internacional de Faro registou somente 614 voos e 36.381 passageiros (movimento comercial). Tratam-se sem dúvida de acentuadíssimos decréscimos relativamente ao trimestre homólogo de 2019 – 98,8 por cento relativamente ao número de voos e 96,9% em relação ao movimento de passageiros –, e são também os mais pronunciados dos 5 aeroportos nacionais (Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada).

O aeroporto movimentou um total de 661 passageiros com os restantes aeroportos do espaço nacional, valor que corresponde a 1,8 por cento do total do movimento de passageiros no trimestre.

Comparativamente com o trimestre homólogo do ano anterior, destaca-se também o quase absoluto decréscimo (99,5 por cento). Os decréscimos tinham sido já bastante acentuados no primeiro trimestre de 2020, mas a quase total supressão da atividade no segundo trimestre colocou os valores em patamares baixíssimos.

Também no modo ferroviário o movimento sofreu quedas muito acentuadas: no serviço regional (Lagos – VRSA) houve um movimento de 131.041 passageiros, uma redução de 74,4 por cento relativamente ao trimestre homólogo de 2019; e o serviço de Longo Curso (ligações dos serviços Alfa e Intercidades) movimentou somente 43.767 passageiros, valor inferior em 82 por cento ao valor do trimestre homólogo anterior. O serviço regional, que fora ainda dos poucos movimentos no primeiro trimestre, apesar da quebra no mês de março, a ter um valor ligeiramente positivo, regista assim uma variação trimestral homóloga (fortemente) negativa após cinco trimestres positivos consecutivos.

No modo fluvial/marítimo as quebras são também muito acentuadas: o movimento nas carreiras da Ria Formosa registou apenas 138.772 passageiros, uma diminuição de 65,6% relativamente ao trimestre homólogo anterior; e o movimento na carreira do Guadiana (VRSA/Ayamonte) foi inclusivamente nulo, em razão da supressão total do serviço (em parte do mês de março e na totalidade dos três meses seguintes).

Relativamente ao Tráfego Médio Diário (TMD) nos eixos rodoviários principais destacam-se igualmente os acentuados decréscimos: um decréscimo de 53,2 por cento do TMD no troço da A2 Almodôvar / S. B. Messines (5.582 veículos/dia); um decréscimo de 64,4 por cento do TMD na A22 (5.366 veículos/dia); e um decréscimo de 91,6 por cento do TMD na Ponte Internacional do Guadiana (858 veículos/dia). Em todos estes três registos, os sinais já dados no primeiro trimestre, sobretudo em razão da acentuada queda na segunda quinzena do mês

de março, verificaram-se em absoluto nos meses do segundo trimestre e, como também no modo fluvial/marítimo, com expressão ainda maior na fronteira com Espanha. Os valores para os TMD nos eixos rodoviários secundários revelam também de forma muito expressiva as drásticas reduções da circulação e do tráfego. Em todos os 27 postos de contagem as variações trimestrais homólogas são muito negativas, a esmagadora maioria na ordem dos 40 e 50 por cento, atingindo no troço de acesso ao AIF um máximo de 72,7 por cento.

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