ECONOMIA

AHETA está a favor de um plano alternativo para a TAP

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A Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) subscreveu a posição da Associação Comercial do Porto (ACP) sobre a necessidade de encontrar um plano alternativo de viabilização da TAP tendo em conta todos os aeroportos nacionais.

A AHETA subscreveu a posição da ACP, que se opõe à injeção pelo Estado de 1,2 mil milhões de euros para viabilizar a companhia aérea portuguesa, “porque se identifica com as preocupações” da associação portuense “no que se refere à necessidade de o Estado canalizar verbas importantes para as diferentes regiões e aeroportos” nacionais, justificou o presidente da associação, Elidérico Viegas.

Em declarações à agência Lusa, Elidérico Viegas argumentou que faz sentido o país “apoiar as companhias aéreas que voam para esses aeroportos e que trazem turistas para o país e para essas regiões”, mas lembrou que esse não é o caso da TAP, que não opera voos diretos do centro e norte da Europa para o Algarve.

“A TAP, como sabemos, tem os voos concentrados apenas em Lisboa, e de alguma forma podemos entender que em relação aos voos intercontinentais faz sentido que se voe primeiro para Lisboa e depois para os outros destinos do país, mas no que diz respeito ao centro e norte da Europa, de onde têm origem mais de 90% dos turistas do Algarve, faz sentido que houvesse voos diretos”, afirmou.

A região é destino de voos de companhias aéreas de bandeira como é o caso da “British Airways, Air France e Lufthansa”, exemplificou, notando que a TAP “tem uma importância meramente residual desde sempre no Algarve”, que “não chega a 3%” do tráfego do aeroporto de Faro.

“Faz sentido é que, sendo o turismo um setor estratégico e prioritário na economia do país, sendo o Algarve a maior e a mais importante região turística nacional, em nome do interesse público, o Estado canalize verbas financeiras importantes para a região para que esta possa captar mais e apoiar companhias aéreas que voam para Faro, porque é por essa via que chegam os turistas à região”, sugeriu.

Elidérico Viegas considerou que, “se a TAP voasse, podia ser apoiada”, mas como “não voa, não fez disso a sua estratégia” e “não quer fazer disso a sua estratégia”, são as companhias que já voam para Faro que “deveriam ser obviamente apoiadas”.

“Os avultados e sucessivos prejuízos da TAP não podem ser imputados ao Algarve. Se a TAP não voa para o Algarve, os prejuízos foram gerados noutro sítio, não no Algarve. Portanto, não podemos pedir agora aos algarvios para suportar os prejuízos da TAP, quando não foram eles que contribuíram para que esses prejuízos existissem”, argumentou.

A ACP anunciou no sábado que iria apresentar “no prazo de uma semana e meia” um “plano B” para assegurar a viabilidade da TAP, mesmo que centrada apenas em Lisboa, e simultaneamente dar “apoio expresso” aos aeroportos do Porto, Madeira, Açores e Faro.

“Com os 1,2 mil milhões de euros a injetar pelo Estado, vamos estudar fórmulas para que a TAP seja, no futuro, uma empresa viável e para que de facto sirva, se for preciso, só uma parte do país. Assumimos isso, vai servir, se calhar, só Lisboa, tudo bem, mas o resto do território terá que ser consagrado e terá que haver apoio expresso”, afirmou o presidente da ACP em conferência de imprensa.

Segundo adiantou Nuno Botelho, esse “plano B” consiste em “pegar no dinheiro que o Estado está disponível para injetar na TAP e distribuir equitativamente por outros aeroportos” portugueses, nomeadamente Porto, Faro, Madeira e Açores.

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