ECONOMIA

AHRESP quer rapidez no plano de 6 mil milhões para reativar o turismo

Turismo
Turismo Foto: Helio Ramos

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defende a “operacionalização célere” do plano “Reativar Turismo/Construir Futuro”, apresentado pelo Governo, que disponibiliza mais de 6 mil milhões de euros para a recuperação e reativação turística.

“Entendemos ser da maior relevância o lançamento destas iniciativas dirigidas especificamente ao turismo e aguardamos com enorme expectativa a operacionalização célere das várias medidas anunciadas, as quais temos vindo a defender”, enuncia a AHRESP em comunicado hoje divulgado.

O plano que foi anunciado pelo ministro da Economia, Siza Vieira, na sexta-feira, é saudado pela AHRESP pois destina-se a “apoiar empresas, fomentar segurança, gerar negócio e construir futuro”, bem como a incluir “ações específicas, de curto, médio e longo prazo”, referindo como exemplos os instrumentos de apoio à capitalização das empresas, o Fundo para a Capitalização das Empresas, a Linha de Crédito com Garantia para Refinanciamento/Reescalonamento da Dívida Pré-COVID e a Linha de Crédito com Garantia para Financiamento de Necessidades de Tesouraria, num total de 6 mil milhões de euros.

Além destes apoios, a AHRESP realça igualmente o facto dos requisitos do Selo Clean & Safe 2.0 também terem sido atualizados, ao passo que o programa ADAPTAR 2.0 vai ser revisto, o que responde a outra das exigências da associação.

A AHRESP “há muito que tem vindo a apelar pela disponibilização deste programa”, prossegue, lembrando que além destes aspetos, o plano “Reativar Turismo | Construir Futuro” prevê ainda ações de promoção de Portugal enquanto destino turístico.

Além destas ações, o plano contempla medidas que fomentem o conhecimento e a qualificação dos gestores e trabalhadores, a capacidade de financiamento das empresas, a inovação e a sustentabilidade, lê-se no comunicado.

No comunicado, a AHRESP, citando números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), realça também que o setor dos serviços foi o único responsável pelo aumento de 9,6% do desemprego em abril, em termos homólogos.

Os setores agrícola e secundário apresentaram quedas no número de desempregados, sendo que o aumento percentual de desempregados “mais acentuada” observou-se nas atividades de alojamento, restauração e similares, no qual houve uma subida de 8.906 desempregados (+22,4%), na comparação com abril do ano passado, destaca a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal no seu Boletim Diário.

Enquanto a nível nacional, o total de desempregados registados nos serviços de emprego no mês de abril deste ano cifrou-se em 423.888, mais 31.565 indivíduos (+8%) face ao mês homólogo. Já a nível regional, a subida homóloga mais acentuada verificou-se na região da Madeira (+22,8%), seguindo-se o Algarve (+22,3%).

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