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Alcoutim: Jornadas debateram contrabando na fronteira

Os municípios de Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana (Espanha) promoveram na sexta-feira (14 de fevereiro) as Jornadas do Contrabando e Memórias de Fronteira, no salão nobre da Câmara Municipal de Alcoutim, anunciou a autarquia.

A quarta edição das Jornadas do Guadiana incluiu este ano o debate de temas como património intangível e imaterial, os estudos do património rural e edificado e as memórias de fronteira.

Além de ser apresentada a edição deste ano do Festival do Contrabando, os participantes tiveram a oportunidade de visualizar os documentários “220m de Guadiana” de Paulo Vinhas Moreira e “Contrabando no Baixo Guadiana”.

No final, decorreu o espetáculo “Evaristo, Um Clássico nunca Visto”, da Companhia Profissional de Teatro de Improviso Instantâneos, no Espaço Guadiana.

As necessidades locais, agravadas posteriormente pelos acontecimentos bélicos da primeira metade do século XX, fizeram aumentar as ações de contrabando que se tornou num contributo para a sobrevivência e manutenção das populações.

O contrabando criou, nessa época, uma rede de contactos e relações familiares que ligou as margens do rio Guadiana, situação que se pretende valorizar numa perspetiva de promoção turística do território, referiu o município.

As jornadas decorreram um mês e meio antes do Festival do Contrabando, que vai acontecer entre os dias 27 e 29 de março. O evento contará com um mercado de época, gastronomia local, desfiles etnográficos, teatro de rua, bandas de música de rua e oficinas de artesanato.

O grande destaque do festival é a Ponte Pedonal Transfronteiriça Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana, que permite aos visitantes de caminhar sobre o rio Guadiana.

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