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Algarve “trava” excesso de peso entre as crianças

Três em cada dez crianças na região têm excesso de peso. Ainda assim, o problema da obesidade infantil no Algarve não tem aumentado nos últimos quatro anos, ao contrário do que acontece na maioria das regiões do país. Em declarações ao JA, o responsável do programa Escola Activa, que faz parte do Programa de Combate à Obesidade Infantil no Algarve, explica o que está a mudar nos hábitos das crianças algarvias.

Em quatro anos, o programa Escola Activa já conseguiu envolver 47 dos 51 agrupamentos escolares do Algarve, num total de vinte mil alunos. Nas últimas semanas, têm vindo a realizar-se os encontros finais em diversos concelhos algarvios, o último dos quais aconteceu na passada quinta-feira, em Monchique.

Em declarações ao JA, o responsável da Escola Ativa, Eduardo Fernandes, fez um balanço “muito positivo” deste projeto.

O objetivo é combater a obesidade infantil e excesso de peso que se verifica nas escolas, pois hoje em dia existe a tendência para o aumento excessivo de peso em idades cada vez mais novas”, explica Eduardo Fernandes.

O técnico da Direção Regional de Educação do Algarve revela que, num inquérito realizado em 2006, a crianças entre os sete e os nove anos, “constatou-se que cerca de 30 por cento das crianças são pré-obesas ou obesas”, o que levou à criação do programa Escola Activa, integrado no Programa de Combate à Obesidade Infantil no Algarve.

Quatro anos depois, Eduardo Fernandes realça que o programa “está a dar frutos”. “O Algarve é das regiões do país que tem conseguido manter os valores do excesso de peso entre os mais jovens, o que é muito difícil de alcançar. Todas as outras regiões de Portugal registam subidas dos mesmos valores na ordem dos um a dois por cento”, salienta.

Apoio de nutricionistas nas escolas

Ainda assim, os dados indicam que três em cada dez crianças nos estabelecimentos de ensino da região sofrem de excesso de peso.

É nesse sentido que vamos continuar a promover atividades físicas que tornem os miúdos mais ativos e, ao mesmo tempo, que tenham mais cuidado com a alimentação”, refere o responsável do projeto.

Em termos de ações concretas, a Escola Activa promove consultas de vigilância nos centros de saúde, apoio de nutricionistas nas escolas e a melhoria da qualidade nutricional dos refeitórios dos estabelecimentos de ensino públicos algarvios.

Queremos que os mais novos comam melhor e que percebam as vantagens do exercício físico regular”, sublinha ao JA Eduardo Fernandes, acrescentando que o objetivo passa por “prevenir a obesidade infantil e tratar os casos de crianças pré-obesas ou já obesas”.

Nós sabemos que há uma relação direta entre o sedentarismo e a alimentação incorreta e o excesso de peso. Por isso, queremos contribuir para que as nossas crianças tenham um peso saudável e que adquiram estilos de vida e comportamentos saudáveis”, remata o responsável.

Para além dos vinte mil alunos das escolas algarvias, o projeto também envolve as famílias, através de ações de sensibilização “que já chegaram a 710 encarregados de educação no Algarve”.

A Escola Activa já promoveu ainda ações de formação que envolveram cerca de 270 professores na região.

O programa é apoiado por 24 entidades, entre as quais as autarquias algarvias, a Direção Regional de Educação do Algarve (DREALG), a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS), a Associação de Municípios do Algarve (AMAL) e o Instituto de Desporto de Portugal (IDP).

Nuno Couto/Jornal do Algarve

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