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Algarve dá o exemplo com taxa de obesidade infantil mais baixa do país

Algarve dá o exemplo com taxa de obesidade infantil mais baixa do país
O Algarve é a região do país com menos prevalência de excesso de peso (obesidade e pré-obesidade) infantil (21,8%), bem como detentora da maior percentagem de escolas com conteúdos de educação alimentar no currículo escolar, divulgou a ARS do Algarve.

Os dados são o resultado do estudo recente do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil da Organização Mundial da Saúde (European Childhood Obesity Surveillance Initiative) e da COSI Portugal, um sistema de vigilância nutricional infantil, integrado no estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative da Organização Mundial da Saúde para a Europa (COSI/OMS Europa), e tem como principal objetivo a criação de uma rede sistemática de recolha, análise, interpretação e divulgação de informação descritiva sobre as características do estado nutricional de crianças em idade escolar do 1º ciclo do Ensino Básico, dos 6 aos 8 anos. Este sistema produz dados comparáveis entre países da Europa e que permite a monitorização da obesidade infantil a cada 2-3 anos.

O COSI Portugal 2019 mostra que no período entre 2008 e 2019, todas as regiões portuguesas mostraram um decréscimo na prevalência de excesso de peso (incluindo obesidade), sendo o Algarve a região a nível nacional que, desde 2008, tem mantido a maior tendência de contenção na evolução da obesidade infantil. No Algarve foram aleatoriamente selecionadas e avaliadas 518 crianças, de 16 escolas de áreas rurais e urbanas. A avaliação antropométrica foi com medição do peso e da estatura.

No relatório COSI Portugal 2019 são também disponibilizados dados importantes acerca das características do estilo de vida das crianças que participam no estudo. Em relação à região do Algarve, destacam-se ainda a mais elevada taxa de aleitamento materno, com 92,1%, sendo o Algarve a região do país onde se registou uma maior percentagem de crianças que foram amamentadas exclusivamente num período igual ou superior a 6 meses (25,7%) e também a que registou uma maior percentagem de crianças que foram amamentadas num período superior a 6 meses (47,9%). No que respeita à oferta de conteúdos ou projetos de educação alimentar no currículo das escolas, verificou-se que todos os estabelecimentos escolares disponibilizam estes programas, o que traduz o exemplo da região algarvia em matéria de práticas alimentares.

Estes dados comparativos sobre a obesidade infantil em Portugal foram apresentados na Conferência do Centro Colaborativo da OMS em Nutrição e Obesidade Infantil que decorreu esta terça-feira, dia 19 de outubro, no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em Lisboa.

Estes resultados refletem o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos através de uma abordagem holística do problema da obesidade infantil no Algarve, com a implementação de políticas e estratégias de saúde transversais, ao nível das instituições regionais e locais, baseadas numa metodologia de intervenção comunitária, intersectorial e pluridisciplinar, centralizada na família enquanto célula do tecido social, pelo que a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS Algarve) realça a importância de continuar este trabalho conjunto da promoção dos estilos de vida saudável para manter ou reduzir a prevalência de obesidade infantil na região.

O relatório infográfico sobre a obesidade infantil pode ser consultado aqui.

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