Algarve é quem mais sofre numa greve sem fim à vista

No arranque do terceiro dia da greve, as posições dos sindicatos e da ANTRAM estão cada vez mais extremadas. Depois das longas filas nos postos de abastecimento e das várias ruturas de combustível que marcaram os primeiros dias da greve no Algarve, a situação deverá agravar-se ainda mais nas próximas horas, para desespero dos residentes, turistas e empresários.

A esta hora, e de acordo com a plataforma “Já Não Dá Para Abastecer”, há já centenas de postos de abastecimento sem alguns tipos de combustível em toda a região (ver imagem). A plataforma online recolhe informação partilhada pelos utilizadores e compila, em tempo real, um mapa dos postos onde é ou não é possível abastecer – e será o local ideal para acompanhar a evolução das consequências desta greve.

A greve arrancou na passada segunda-feira, 12 de agosto, convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, e vai decorrer por tempo indeterminado.

Centenas de postos em toda a região “secaram” logo no primeiro dia e, dados os últimos desenvolvimentos, tudo indica que a situação irá repetir-se. Os automobilistas andam nos últimos dias de “um lado para o outro” em busca dos poucos postos disponíveis, sendo que, durante o período diurno, registam-se filas intermináveis de carros para abastecer.

Ou seja, como se esperava, o impacto desta greve está a ser mais significativo na zona do Algarve, região onde, por estes dias, transitam milhares de turistas.

Ao mesmo tempo, a rede estratégica de postos de abastecimento (REPA) – bombas que deveriam estar a funcionar normalmente – também estão a registar falhas no abastecimento. Em todo o país são 374 postos, dos quais, apenas 22 estão localizados no Algarve, sendo que cada carro poderá apenas abastecer até um limite de 15 litros.

No entanto, segundo apurou o JORNAL do ALGARVE, até nestes postos existem muitas falhas no abastecimento. E tudo porque houve uma enorme corrida aos combustíveis nos últimos dias, uma situação que ainda não tem fim à vista.

Ao início desta manhã, o porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, garantiu que não haverá cumprimento de serviços mínimos. É a resposta à notificação de trabalhadores que não estiveram ao serviço no âmbito da requisição civil. “Se é para levar os 11 colegas presos, então vão levar todos”, argumentou.

A greve está, assim, para durar…! E o Algarve está na primeira “linha de fogo”.

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