ECONOMIA

Algarve foi a região portuguesa mais afetada pelo desemprego até março

IEFP
Delegação do IEFP

O Algarve foi a região portuguesa mais afetada pelo desemprego no primeiro trimestre de 2020, ao alcançar 10,2% da população ativa desempregada, muito acima da média nacional, de 7,1%, divulgou hoje o INE.

Além do Algarve, de janeiro a março a taxa de desemprego foi superior à média nacional em outras duas regiões do país: Região Autónoma da Madeira (9,6%) e Norte (7,4%),

A taxa foi igual à média do País no Alentejo (7,1%) e inferior nas restantes três regiões – Área Metropolitana de Lisboa (6,9%), Região Autónoma dos Açores (6,8%) e Centro (6,2%).

Em termos homólogos, a taxa de desemprego aumentou em quatro das sete regiões NUTS II, tendo-se os dois maiores acréscimos verificado na Madeira (3,7 pontos percentuais) e no Algarve (2,6 pontos percentuais).

A taxa de desemprego nacional de 7,1% no primeiro trimestre foi inferior em 0,2 pontos percentuais à do trimestre anterior e superior em 0,3 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2020

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre janeiro e março a população desempregada, estimada em 360,1 mil pessoas, diminuiu 3,5% (13,1 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 3,5% (12,0 mil) relativamente ao primeiro trimestre de 2020.

A população inativa com 16 e mais anos foi estimada em quase 3,753 milhões de pessoas, aumentando 1,4% (50,8 mil) relativamente ao trimestre anterior e 1,5% (56,0 mil) em relação ao trimestre homólogo.

Cerca de um terço dos desempregados (33,6%) encontrava-se nesta condição há 12 ou mais meses (desemprego de longa duração), valor inferior em 1,0 pontos percentuais ao do trimestre precedente.

No que se refere à taxa de desemprego de jovens (16 a 24 anos), foi estimada em 24,1%, um valor inferior em 0,2 pontos percentuais ao do trimestre anterior.

A subutilização do trabalho – que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego – abrangeu, por sua vez, 746,4 mil pessoas, mantendo-se “praticamente inalterada” em relação ao trimestre anterior e aumentando 7,8% (54,3 mil) em relação ao trimestre homólogo.

Já a correspondente taxa de subutilização do trabalho, estimada em 14,1%, aumentou tanto em relação ao trimestre anterior (0,1 pontos percentuais), como ao homólogo (1,0 ponto percentual).

A população empregada diminuiu 1,0%, abrangendo um total de cerca de 4,682 milhões de pessoas (menos 49,0 mil) por comparação com o trimestre anterior, e recuou 1,3% (62,6 mil) em relação ao homólogo.

Um quinto da população empregada (20,7%; 967,7 mil pessoas) trabalhou sempre ou quase sempre a partir de casa, em regime de teletrabalho.

Quanto à população empregada ausente do trabalho na semana de referência, aumentou 49,8% (211,3 mil) em relação ao trimestre anterior e 40,5% (183,2 mil) relativamente ao primeiro trimestre de 2020.

Segundo o INE, “a redução ou falta de trabalho por motivos técnicos ou económicos da empresa (inclui suspensão temporária do contrato ou ‘lay-off’)’ foi o principal motivo”.

Em consequência, o volume de horas efetivamente trabalhadas registou um decréscimo trimestral de 6,4% e uma redução homóloga de 7,9%. Em média, cada pessoa empregada trabalhou 32 horas por semana.

Comparando o ano de pandemia covid-19 (do segundo trimestre de 2020 ao primeiro trimestre de 2021) com o que o precedeu, a população empregada diminuiu 2,3% (109,7 mil), mas a população empregada ausente do trabalho na semana de referência aumentou 59,4% (274,9 mil).

De acordo com o INE, “a ‘redução ou falta de trabalho por motivos técnicos ou económicos da empresa (inclui suspensão temporária do contrato ou ‘lay-off’)’ tornou-se no principal motivo para ausência ao trabalho” e, em consequência do aumento da população empregada ausente do trabalho, o volume de horas efetivamente trabalhadas diminuiu 12,1%.

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