COVID-19

Algarve passa de nove para doze concelhos em risco muito elevado

Todos os concelhos do Algarve à exceção de Monchique e Aljezur passam a "Risco Muito Elevado" com "recolher obrigatório".

O Governo divulgou esta quinta-feira, após reunião do concelho de ministros, o documento com a atualização do mapa de risco. O Algarve passa de 9 para 12 concelhos em Risco Muito Elevado e conta com dois em Risco Elevado (Castro Marim e Alcoutim).  Em relação à útima semana, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António entram no lote de concelhos com risco mais elevado, recuando no desconfinamento com medidas mais restritivas. Monchique sai e junta-se a Aljezur nos únicos dois concelhos algarvios que ficam fora do nível de risco elevado ou muito elevado.

Aljezur, no entanto, entra para a lista de concelhos em alerta, e poderá ficar sujeita a mais restrições caso a  situação não melhore. O concelho tinha, no dia 20, uma incidência de 268 casos/100 mil habitantes, acima do limite de 240 definido para os concelhos de baixa densidade. Se o valor voltar a ficar acima do limite na próxima avaliação (por duas semanas consecutivas).

Regras para os concelhos em risco elevado e muito elevado mantêm-se

Assim, os 116 concelhos recuados no desconfinamento ficam sujeitos a regras específicas, como o recolher às 23h00 e o teletrabalho obrigatório.

Nos concelhos mais recuados os restaurantes podem funcionar até às 22h30. Às sextas-feiras a partir das 19h00 e aos sábados, domingos e feriados durante todo o dia, o acesso a restaurantes para serviço de refeições no interior está permitido apenas aos portadores de certificado digital ou teste negativo. A limitação do número do número de pessoas por mesa mantém-se: máximo de 4 pessoas por mesa no interior e de 6 pessoas por mesa na esplanada.

Nestes municípios existe ainda a exigência de teste negativo ou certificado digital para o acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local.

Novas medidas só depois da reunião do Infarmed na próxima semana

Mariana Vieira da Silva não falou sobre novas restrições e apontou a data da reunião do Infarmed da próxima terça-feira, dia 27 de julho, como o dia para discutir novas medidas.

Sobre o arranque de vacinação de menores, a ministra garantiu apenas que “o Governo tudo fará para manter ritmo de vacinação elevado” e que está “tudo preparado” para que a vacinação de crianças se inicie no mesmo momento anunciado por Costa, ou seja, antes do início das aulas – 19 de setembro.

Situação de calamidade prolongada até 8 de agosto

No comunicado do Conselho de Ministros é referido que a situação de calamidade foi prolongada em Portugal continental até às 23h59 do dia 8 de agosto de 2021, substituindo a atual situação de calamidade, que termina às 23h59 de domingo.

A situação de calamidade, nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Proteção Civil, entrou em vigor a 1 de maio e tem sido renovada quinzenalmente.

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