Algarve sem a tecnologia mais recente na luta contra o cancro

O PET permite a realização de diagnósticos mais precoces do que a ressonância ou a tomografia utilizadas nos hospitais algarvios

A mais recente tecnologia na luta contra o cancro ainda não chegou ao Algarve, colocando em causa a igualdade e a justiça no acesso à saúde. Em causa está um equipamento que permite a realização de diagnósticos mais precoces, “o que é fundamental para o sucesso do tratamento”, revela ao JORNAL DO ALGARVE a presidente da Associação Oncológica do Algarve. Lurdes Pereira lamenta que, devido à falta desta tecnologia de ponta, os hospitais da região tenham de transferir os pacientes para outras unidades, que ficam para lá do rio Tejo…!

NUNO COUTO

Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas que aconteceram na região ao longo dos últimos anos, o Algarve continua um passo atrás do resto do país (também) nesta área.

Isto porque, apurou o nosso jornal, os doentes residentes no Algarve não têm acesso facilitado aos exames médicos mais completos e precisos utilizados atualmente em oncologia, tal como já acontece – há mais de seis anos – no resto do país, onde existem mais de uma dúzia destes equipamentos (em hospitais públicos e privados de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga).

Lurdes Pereira realça que a tecnologia de ponta em causa “só é possível através do SNS”

Segundo apurou o JORNAL DO ALGARVE, já em 2013, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) alertou que esta disparidade poderia pôr em causa a equidade no acesso à saúde. “A totalidade dos algarvios e três quartos dos alentejanos vive a uma distância superior a 90 minutos de estabelecimentos que possuem este tipo de equipamento”, concluiu um estudo da ERS.

O equipamento em causa é o PET – Tomografia por Emissão de Positrões, cujos resultados superam em muito a tecnologia ainda utilizada nos hospitais públicos e privados do Algarve.

Em 2006, a Unidade de Radioterapia em Faro estancou a deslocação de doentes para Lisboa. Agora, a situação repete-se com a falta de um equipamento cuja necessidade foi identificada há seis anos

No entanto, desde então, nada mudou e a população algarvia continua a precisar de percorrer grandes distâncias até Lisboa para ter acesso a este precioso exame, uma realidade que se revela incómoda para os doentes oncológicos, sem esquecer os custos de transporte que chegam a ser consideráveis…

Leia a notícia completa na edição em papel.

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