Algarvios exigem soluções políticas: acabem lá com esta seca!

Com o volume das barragens a rondar os 40 por cento, mesmo depois das chuvas pré-Natal, o Algarve desespera por soluções para a seca, que veio para ficar e – preveem os entendidos – não mais abandonará a região. Há 20 anos, a barragem da Foupana esteve “a uma unha negra” de ser construída. Mas choveu. Como acontece sempre que chove, atiram-se as soluções para as calendas e vive-se do maná… até ao próximo estio. É disto que os algarvios estão fartos. Querem soluções políticas! Quer dizer: permanentes, consistentes, estruturais. Passem elas pela Foupana, por um túnel Norte-Sul, por tirar o sal da água do mar, ou pela água depurada das ETAR… O JORNAL DO ALGARVE foi ouvir alguns desses algarvios, com interesses ou responsabilidades na matéria. Todos concordam: não basta ficar a olhar para o céu, à espera que caia uma gota no nariz.

Barragem de Odelouca

Uma semana antes do Natal, enquanto chuviscava copiosamente durante vários dias, muitos acharam que os problemas da seca – que fustiga o Algarve há mais de um ano, sobretudo o sotavento – estavam em vias de ficar resolvidos. A água que não caísse diretamente nas três albufeiras que abastecem as canalizações de consumo humano – Odelouca, Beliche e Odeleite – haveria de lá ir parar por via de escorrências e riachos.

Não foi assim: o volume das três albufeiras haveria de subir por via dessas chuvas, ainda assim fracas, de uma semana, mas essas subidas seriam residuais. Com a “poeira assente”, que é como quem diz depois das escorrências e ribeiras terem largado todas as últimas gotas nas albufeiras, os dados são, no mínimo, desanimadores: de acordo com o site do Serviço Nacional de informação de Recursos Hídricos (SNIRH), a barragem do Beliche tinha, em finais de dezembro, apenas 32,6% da sua capacidade útil ocupada, a barragem de Odeleite (que lhe é contígua) tinha 39,4% e Odelouca, no barlavento, tinha 46,2%


Antes das últimas chuvas, a 13 de dezembro, as medições indicavam 25,96% (o que significa que o volume cresceu 20,4 pontos percentuais – pp – desde então) no Beliche, 32,86% (16,6 pp) em Odeleite e 34,82% em Odelouca (24,6 pp).
Por outras palavras, nenhuma das três barragens algarvias, que fornecem à agricultura e consumo humano cerca de 50 milhões de metros cúbicos por ano, logrou ficar com mais de 50% de volume. E falamos de volume total. O útil é ainda menos.

Precipitação média nos últimos 30 anos diminui 30 mm por década
A verdade é que ninguém sabe quando choverá de novo, todos esperam que em breve mas não há previsões de pluviosidade para os próximos dias. E o semestre outono/inverno já vai a meio.

“Temos vindo a acompanhar a situação com preocupação. Logo em junho, lançámos uma campanha de sensibilização nos 16 municípios da região quando estávamos a ter um período de seca de alguma gravidade. Ao ter essa informação presente, cada um de nós consegue ter atitudes mais responsáveis. É diferente, se nós não estivermos a par e conscientes de uma situação de seca, do que se soubermos que ela está a acontecer”, afirma Teresa Fernandes, porta-voz da empresa Águas do Algarve, que gere o abastecimento de água em alta na região.

Mas a consciencialização, por fundamental que seja, é um paliativo. Longe, muito longe das cheias que fustigaram na mesma semana as regiões Centro e Norte, e que encheram 20 barragens com volumes acima dos 80%, chove cada vez menos no Algarve, como acentua José Macário Correia, ex-político que, por escrito, se tem mostrado preocupado com a situação: “A precipitação média nos últimos 30 anos vai diminuindo 30 mm em cada década. Temos cada vez menos água e mais procura. E o ano passado caíram 300 litros no sotavento, quando a média deviam ser 500, no ano anterior já tinha sido baixo e neste momento estamos com 150. E ainda estamos em janeiro”.

Com a curva da precipitação a descer, uma outra curva, esta de tendência oposta, preocupa os responsáveis técnicos e políticos: a do consumo. O mesmo Macário Correia põe o dedo na ferida: “Nos últimos anos o Turismo aumentou, o golfe aumentou e a agricultura de regadio aumentou. Em especial no sotavento, quando se criou o sistema Odeleite-Beliche para agricultura, os pomares cresceram consideravelmente da Luz de Tavira (Alfandanga) até ao Guadiana. Hoje em dia na A22 encontra pomares instalados, coisa que não tinha antes. A água é mais, a economia cresceu, há mais emprego, mais laranjas, mais dióspiros, mais abacates, mais campos de golfe, mais hotelaria”.

“Daqui para a frente será sempre seca” – ministro do Ambiente
Ainda não há muitas décadas, quando o progresso turístico dava os primeiros passos, poucos litros chegavam para o consumidor algarvio prover as suas necessidades: “Antigamente as pessoas iam ao poço da povoação, traziam um cântaro à cabeça e um balde para casa. Queriam beber um copo de água iam ao baldinho e mergulhavam o copo. Com um litro de água lavavam a louça da casa. As necessidades eram feitas no campo. Agora, no verão, há mais de 1 milhão de pessoas no Algarve, que cada vez que vão ao autoclismo gastam entre 5 e 10 litros”, vão à praia tomam duche. Perdemos o controlo do consumo de água”, analisa por seu turno Carlos Madeira, presidente da Cooperativa Agrícola e Rega de Odeleite, que todos os dias vê esvair-se a barragem vizinha sem que haja contrapartida a cair do céu.

“Daqui para a frente será sempre seca”, enfatizou o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, quando juntou à mesma mesa os principais consumidores algarvios (municípios, agricultura e turismo) , a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Algarve, a 20 de dezembro passado.

Reunião em que o presidente da AMAL, António Pina, apelou aos municípios para procurarem alternativas, em vez de procurar culpados. “Não devemos andar à procura de quem consome mais e menos, o bom e o mau da festa, todas as atividades são importantes. O golfe é determinante para diminuir sazonalidade, porque o Algarve vive do Turismo. Não devemos andar à procura de culpados, temos que ver por onde é que podemos crescer tendo por base uma certeza: a seca não é conjuntural, veio para ficar. Daqui para a frente será sempre seca. Foi isto que ele veio dizer e lançou um desafio aos consumidores e nós, municípios, estamos a fazer a nossa parte”, disse ao JA o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), que representou as autarquias no encontro.

Para António Pina, a vinda do ministro, curiosamente em pleno – e singular – dia de chuva copiosa, é o início de um processo. Que levará, inevitavelmente, à procura de soluções. É preciso, de uma vez por todas, acabar com a “pescadinha de rabo na boca” em que se converteu a questão da seca no Algarve. Romper com o ciclo, mudar de “filme”, como sustenta o seu colega autarca Francisco Amaral, de Castro Marim: “Já vi este filme várias vezes. Os algarvios são apanhados com as calças nas mãos, como sempre foram. E nessas alturas fala-se logo em dessalinizar, reaproveitar as águas das ETAR, fazer mais barragens… mas ninguém faz a ponta de um corno! Chove uma semana e ninguém mais fala disto. Passados uns anos voltamos à mesma. É inquestionável que o deserto do Saara está aqui a chegar. A sub-região mais desértica do País é o Nordeste algarvio”, revolta-se o autarca, em declarações ao JA.

Governo tem filosofia envergonhada em relação às barragens – Macário
A agricultura é a maior responsável pelo consumo de água no Algarve. Cerca de 60% dos cerca de 150 milhões de metros cúbicos consumidos anualmente são para agricultura. Seguem-se os chamados “consumos humanos”, cerca de 73 milhões, a cargo das distribuições em baixa dos municípios (30%), o golfe (6%) e os parques aquáticos. Primeiro há que desfazer mitos: o golfe é um pequeno consumidor, o abacate – mau grado a campanha encabeçada por Miguel Sousa Tavares – nem consome por aí além, sobretudo se compararmos com os citrinos. “O abacate é assente em boa tecnologia, porque financiada recentemente e os fundos comunitários privilegiam os projetos agrícolas que apostam na eficiência dos recursos hídricos”, observa António Pina. Ao contrário dos citrinos.

Mas quais as opções disponíveis? Ao contrário de outros, o presidente da AMAL não opta por nenhuma nem fecha a porta a qualquer alternativa. Incluindo a dessalinização da água do mar: “Vamos ter que estudar. E demora. Fazer uma barragem, se for essa a opção, demora cinco a seis anos. Não sou contra nada, sou a favor de tudo, sou presidente da AMAL e há vários municípios que reivindicam uma barragem nos seus territórios. Barragens são o meio mais eficaz, a par da dessalinização, que não deve ser descurada”.

Já a construção de uma nova barragem é, para Francisco Amaral, uma evidente alternativa. E a Foupana a melhor das opções: “Eu já defendo há mais de 20 anos a barragem da Foupana e ninguém me dá ouvidos. A AMAL mandou fazer um estudo caríssimo à Universidade Nova de Lisboa, o plano de adaptação às alterações climáticas, e lá aparece a Foupana como a solução mais barata. Com ligação às outras duas [Beliche e Odeleite]”.

Macário Correia corrobora na hipótese da barragem, que há duas décadas esteve a “uma unha negra” de ser construída entre Castro Marim e Alcoutim: “Todas as medidas de aproveitamento da água das ETAR, de mais eficiência da rega, de soluções mais pelo sequeiro e menos pelo regadio e outras não são equivalentes a criar um novo reservatório. E a barragem da Foupana é o reservatório que se pode fazer que com a ligação Odeleite-Beliche torna esta zona do Algarve mais dotada para a economia que está instalada”. Só lamenta que o Governo tenha “uma filosofia envergonhada em relação às barragens. Com preconceitos um bocado estranhos. Este governo suspendeu uma barragem em construção no Rio Ceira, perto de Coimbra”.

Fazer uma conduta do Norte até ao Sul – Francisco Amaral
Nascido e criado nas cercanias de Odeleite, Carlos Madeira, hoje com 67 anos, também “puxa” pela Foupana. E dá números: “Odeleite tem capacidade para 108,80 (ela vai até aos 54 metros, mas a partir dos 22 metros já não dá para encher o Beliche), se fizessem a da Foupana seria mais 100. Já passávamos para 230 de armazenamento, com a do Beliche passava para 250. Se fizessem ainda a do concelho de São Brás de Alportel, ficávamos com uma reserva de água fantástica.

A alternativa de São Brás (barragem do Arimbo) é apenas uma. O mesmo Carlos Madeira defende a Barragem de Santa Clara, já em terras do sudoeste alentejano: “Porque é que o Estado não investe e liga essa barragem, que nesta altura tem 50% de água? Ela não está a ser utilizada para tapar as necessidades existentes. Já é no Alentejo, mas eles deviam ligar essa barragem aqui a Odelouca. Ficava a rede mais completa”, sustenta o líder agricultor, sabedor de que o sistema das Águas do Algarve permite a circulação de água de barlavento para sotavento e vice-versa. Santa Clara, a oeste, poderia abastecer o sotavento.

Mas a política de transvases e abastecimentos à distância podia ter “vistas mais largas”, sustentam outros: “Devíamos fazer o mesmo que os espanhóis. Enquanto nós fizemos o Alqueva, os espanhóis fizeram dezenas de barragens Levámos dezenas de anos a pensar no Alqueva e os espanhóis fizeram dezenas de barragens”, opina Carlos Madeira.

Francisco Amaral vai mais longe: “Este País é pequeno, no Norte chove muito e no sul chove pouco. Porque é que não se faz uma conduta que ligue o Norte ao Sul?”. Uma solução de muito longo prazo, mas que está em cima da mesa, na opinião do presidente da AMAL: “No longuíssimo prazo, a mais de 10 anos, isso deve ser repensado. Quando foi feita a barragem de Odelouca já estava pensada a sua ligação ao Alqueva. Daí para cima… em Espanha fazem-se transvases de rios. O problema é que o País não é a descer. A bombagem é cara, uma manilha de três metros de diâmetro tem custos de eletricidade enormes”, obstaculiza António Pina.

Pina para quem, ao contrário da ligação Norte/Sul, os custos da dessalinização podem ser comportáveis: “Quanto à dessalinização, ela já é feita em países como Israel, Baleares, Canárias (com 70 a 80% dos recursos a virem desse meio). Nós, autarcas, estamos a preparar uma visita a Espanha para ver como funciona, podemos fazer as barragens, mas… eu não quero que os meus filhos me perguntem “porque é que vocês não fizeram?”. Daqui a 20, 30 anos nem sequer chove. Como é que obtemos água se nem sequer chover? O país tem uma curva de aprendizagem para fazer no tema da dessalinização. Só temos essa solução no Porto Santo. A dessalinização evoluiu bastante, é possível fazer dessalinização a preços muito mais baratos”, sustenta.

Aproveitar água das ETAR pode ter custos em duplicado – António Pina
Considerando cara a dessalinização, Francisco Amaral advoga a utilização das águas das ETAR e dá até um exemplo de desperdício: “Os campos de golfe de Castro Marim têm um protocolo assinado com as Águas do Algarve para aproveitamento da ETAR de Vila Real de Santo António. Há uma conduta que liga essa ETAR aos campos de golfe. Só falta bombear”. E generaliza: “O que é um escândalo é que a água de todas as ETAR vá para o rio e para o mar. Para rega, para o golfe, para esses abacates todos. Não se aproveita um litro!”

Mas ao contrário do que António Pina acha acerca da dessalinização, o aproveitamento das águas das ETAR é, esse sim, mais caro, de acordo com o presidente da AMAL: “O custo de transformar a água das ETAR para consumo humano é elevadíssimo. Está fora de questão nesta fase. As águas das ETAR poderão então servir para o consumo urbano não humano, agrícola, golfe ou recarga de aquíferos. Dizem-nos as Águas do Algarve que muitas das ETAR debitam uma água com um teor de sal elevado, o que não permite o seu uso para agricultura, porque ao longo das redes em baixa dos municípios que entram para as ETAR há intrusão salina e por isso a água traz um conteúdo elevado de sal. É possível fazer uma depuração desse sal, mas aí estamos a obter a água a que preço? Enquanto no consumo doméstico estamos a obter a água a 52 cêntimos, os agricultores pagam 0,6 cêntimos. Se tivermos que incorporar os custos do tratamento será que a água vai ficar a um preço que a agricultura pode suportar?”.

Salinidade que é, de resto, o principal obstáculo à extração de água dos furos, sobretudo do aquífero Querença-Silves, o maior da região e o que , ainda assim, provê cerca de 30% das necessidades algarvias de consumo humano. Quanto mais água se tirar, maior será a intrusão salina, pois a água do mar ocupa o espaço deixado vago pela água doce.

“A salinização do aquífero [Querença-Silves] tem que ser evitada. Até 1995 toda a água de consumo do Algarve era de captações subterrâneas e essa água era toda cheia de nitratos. Os municípios efetuavam diretamente essa captação de águas. O nível de tratamento que havia era insuficiente. Havia 170 a 180 furos que não tinham qualquer controlo da qualidade da água. Havia uma grande captação, grande intrusão salina. Não se podia consumir água dire-tamente das torneiras. Daí o estigma de algumas pessoas de, ainda hoje, terem receio de consumir água da rede, mesmo quando já não existe esse risco”, acentua Teresa Fer-nandes, da Águas do Algarve, recordando a propósito que “há muito pouco tempo passámos de uma água de qualidade para uma água de excelência. Temos uma água muito boa”.

Racionamento e opções duras e difíceis em cima da mesa
A braços com o problema da falta de água nos lençóis freáticos com que, através de furos, abastece a sua horta e dos seus associados, Ana Lopes, 66 anos, da Associação dos Agricultores do Concelho de Faro e Concelhos Limítrofes, põe o dedo numa outra ferida: opina que, em situações de muita pluviosidade, a Via do Infante atua como uma barreira à deslocação de água de Norte para Sul, impedindo a recarga dos lençóis freáticos que abastecem hortas e pomares.

“Há inundações que ficam na Via do Infante e que já ocasionaram vários acidentes. Há lençóis de água quando a pluviosidade é demasiada porque a água está encaminhada para a Via do Infante. Se tivessem feito diques a montante evitavam esses lençóis de água. A Via do Infante é uma barragem. A Via do Infante não levou em conta os riscos para os automobilistas e os lençóis freáticos serem alimentados regularmente. Foi o que a nossa associação e técnicos do INAG aconselharam. A água agora vem em bruto, não infiltra e vai para a auto-estrada”, lamenta a agricultora.

Mesmo com uma gestão criteriosa – que passará pela utilização da barragem do Funcho (até agora desativada), no barlavento, para consumo humano, já autorizada pelo ministro do Ambiente – as soluções de fundo estão ainda todas no papel.

Pelo meio, fica o mesmo de sempre, que se tem vindo a revelar pouco: a consciencialização, o combate às perdas em baixa (que andam pelos 30% mas que os municípios querem descer para 20%), o plano de fornecimento de águas subterrâneas, enfim, como realça Teresa Fernandes, “uma gestão criteriosa, de forma a não esgotar nem as barragens nem os furos, para garantir que tenhamos água em toda a região. Isto embora tenhamos estações elevatórias reversíveis que nos permitem levar a água de sotavento para barlavento e vice-versa”.

Mas mantém-se o problema: como aumentar as reservas de água disponíveis num contexto de crescimento das situações de seca e aumento acentuado do consumo?
A propósito, António Pina coloca a questão que muitos prefeririam não ouvir: “Até que ponto não temos que parar e dizer: chegámos ao limite da nossa capacidade de carga? Temos que ter a coragem de pôr isto em causa. Com a falta de água que temos poderemos continuar a crescer neste tipo de utilizadores?”.

Por outras palavras: racionar, com base em escolhas. Optar entre a agricultura e o consumo humano. A laranja e o hotel. O abacate e o golfe. A couve e o parque aquático. A decisão parece óbvia, mas António Pina não se arrisca a enunciá-la.

Porém, deixa escapar a enunciação do dilema do ministro do Ambiente, na reunião de 20 de dezembro: “Quando chegar ao limite eu [ministro] tenho que tomar a decisão difícil e essa é mandar reservar para o consumo humano”.

Em última instância, parece pois que será a agricultura (que gasta 60% da água disponível) a perder. E o consumo humano (Turismo incluído) a ganhar. Mas para já ninguém arrisca antecipar essa opção-limite. E, mesmo ainda de papéis na mão com rabiscos de soluções, todos olham para o céu. E se chover, os papéis dissolver-se-ão de novo?

João Prudêncio

João Prudêncio

João Prudêncio

Comentário

  • O monopólio das Águas de Portugal e do Algarve não deixam que o sector privado construam soluções pois isso era mau para o negócio. Uma central de dessalinização que custa cerca de 15 milhões de euros abastece para todo o sempre uma cidade como Portimão. Falta de dinheiro? não acredito.Paga-se a si própria. Há falta é de outras coisas. Vontade politica e a conhecida tradição do taxo, do amigo, dos créditos etc, Tambem aquela coisa muito portuguesa do deixa andar. Só quando não houver água nenhuma é que os nossos politicos locais e nacionais vão acordar, mas depois já é tarde.

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