ALGARVE

Alicoop: Comissão de Trabalhadores satisfeitos com “abertura” dos credores em viabilizar empresa

A Comissão de Trabalhadores da Alicoop manifestou-se hoje satisfeita com a posição assumida pelos credores “que mostraram abertura” para viabilizar uma nova empresa.

José Parreiro, representante da Comissão de Trabalhadores, disse à Lusa que os bancos, os maiores credores, não contestaram durante a reunião de credores de hoje o plano de viabilização proposto e que prevê a fusão das empresas Alisuper, Geneco e Macral, e a consequente extinção da Cooperativa Alicoop.

Durante a Assembleia de Credores, convocada pelo Tribunal de Silves, na sequência da insolvência da Alicoop, os credores decidiram, por maioria, fixar em cinco dias úteis o prazo para a votação das alterações ao plano de viabilização.

As alterações só foram apresentadas durante a reunião magna o que levou o juiz a propor um prazo para que os interessados as pudessem estudar.

Na assembleia estiveram presentes cerca de 400 pessoas, entre as quais os maiores credores – BPN, central de Cervejas, Caixa Geral de Depósitos, Segurança Social, entre outros.

Para o representante da Comissão de Trabalhadores, o facto de ninguém ter votado contra “indicia um sinal positivo à viabilização do plano depois de conhecerem os pressupostos que estão em cima da mesa”.

“Este documento diz diretamente que não são necessários apoios, nem garantias bancárias, para assumir o passivo e ativo das empresas com a criação da nova sociedade”, disse José Parreiro, acrescentando que o novo plano prevê igualmente o perdão de 50 por cento da dívida por parte de vários credores, bem como o perdão total dos juros.

Para aquele representante, perante isto, os credores estão salvaguardados e a nova sociedade terá condições para funcionar e manter os cerca de 400 postos de trabalho.

José Parreiro frisou ainda que não são apenas os trabalhadores da Alicoop que estão em risco, como também cerca de 1.500 postos de trabalho no Algarve dependentes dos pequenos credores e fornecedores das empresas.

Todos os supermercados da cadeia estão encerrados desde o início de maio, para não agravar a dívida de 80 milhões de euros, uma vez que a comissão de credores não foi capaz de encontrar consenso quanto ao projeto de viabilidade elaborado pela consultora Deloitte.

O maior credor, o Millennium BCP, aprovou o plano, mas a Caixa Geral de Depósitos alegou já ter “levado o seu nível de apoio até ao limite”.

JPC/CCM

Lusa/JA

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***

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