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Aljezur e Monchique vivem experiência de teatro culinário

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O projeto cultural e turístico ‘Lavrar o Mar – As Artes no Alto da Serra e na Costa Vicentina’ está de regresso, com o objetivo de revitalizar a terra com as artes performativas, no eixo geográfico entre Aljezur e Monchique.

O segundo ano de vida deste projeto surge com um convite ao público para literalmente entrar com as mãos na massa da programação, criando experiências que divirtam e que unam as pessoas. “Queremos este ano que o público cozinhe, que nade, que se delicie com o que temos para lhe oferecer”, acentua a organização.

O primeiro espetáculo tem lugar entre os dias 16 e 19 de novembro, na sede do Grupo Recreativo Folclórico Amador do Rogil (concelho de Aljezur), e entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro, no Parque da Mina (concelho de Monchique). Trata-se de uma peça de teatro culinário, chamado ‘Pasta e Basta’, que “nasce da necessidade de encontrar uma forma de arte para falar da interculturalidade dos lugares em que vivemos, dos alimentos que comemos”.

“Queríamos que a confeção da pasta e do prato fossem um elemento do espetáculo, queríamos que o público pusesse as mãos na massa e que depois comesse a sua própria criação. ‘Pasta e Basta’ é um bom momento em que compartilhamos uma parte das nossas vidas com os outros, que muitas vezes não conhecemos. Juntos fazemos massa, ouvimos uma história que fala da vida, e comemos as culturas do mundo que entram dentro de nós, para não sair nunca mais”, adiantam os promotores.

A versão algarvia desta peça de teatro culinário, pensada para o projeto Lavrar o Mar, em ligação com o Festival da Batata Doce de Aljezur, inclui novos ingredientes locais como a batata doce de Aljezur e os enchidos de Monchique.

Os bilhetes para este espetáculo custam 10 euros para maiores de 12 anos e cinco euros para crianças dos seis aos 12, com direito a uma refeição.

Beringelas e pimentos transformados em instrumentos

O programa continua com um concerto de “música comestível”, intitulado “Conciorto”, marcado para os dias 21 de novembro, no Barlefante, em Monchique (às 21h30), e entre os dias 22 e 25 de novembro, no restaurante Várzea, em Aljezur (19h30).

O espaço de referência para este espetáculo com dois músicos é a horta. “Nesta horta, crescem canções pop, rock e canções modernas que contam as histórias das beringelas, dos pimentos e das curgetes. Contam também os estados de alma do horticultor, assim como contam sobre as hortas de personagens famosas”, adiantam os responsáveis.

Trata-se de um concerto onde as novas tecnologias permitem transformar objetos do quotidiano em instrumentos musicais. Bagini e Carlone tocam assim em beringelas, cenouras, curgetes, flautas transversais, saxofone e guitarras para dar vida a um concerto “ao vivo mesmo ao lado da horta”.

Os bilhetes para este espetáculo custam 15 euros (maiores de 12 anos), com refeição incluída.

NC|JA

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