Altice oferece €7 mil milhões pela PT

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É desta. Depois de semanas a assumir que os ativos da Portugal Telecom (PT) eram interessantes, a multinacional Altice, que já detém a Cabovisão e a Oni em Portugal, avançou esta madrugada com uma proposta formal de compra da PT à Oi. Avalia os ativos da dona da MEO em 7.025 milhões de euros.

É este o valor que a operadora francesa está disposta a pagar pelos interesses da PT fora de África, excluindo a dívida da Rioforte, empresa do grupo Espírito Santo em processo de falência, e veículos financeiros da PT.

Se a oferta for aceite, a venda firma o fim da operação de fusão em curso entre a Portugal Telecom e a Oi, que tem como objetivo criar um gigante das telecomunicações no mercado lusófono. O empréstimo de 897 milhões de euros, acordado em abril pela Portugal Telecom à RioForte, semeou a discórdia entre os dois operadores.

A Oi forçou o seu parceiro português a assinar um novo acordo de fusão, ao abrigo do qual o grupo português ficará com a sua participação na futura entidade reduzida dos iniciais 38% para 25,6%.

A oferta da Altice surge na sequência de negociações encetadas em outubro com a brasileira Oi pela fatia da Portugal Telecom, também cobiçada pelo fundo de investimento britânico Apax Partners.

A proposta de compra foi assumida durante a última madrugada, num comunicado no site da empresa francesa. “A oferta apresentada pela Altice avalia este ativos em 7.025 milhões de euros, incluindo 400 mihões de euros relacionados com a geração futura de receitas pela PT e outros 400 milhões com a geração futura de fluxos de caixa”, lê-se no comunicado. O documento sublinha que a proposta de compra é para a dona do Meo, já que a oferta incide sobre os ativos “que incluem a atividade da PT fora de África e excluem a dívida da Rioforte [897 mil milhões], as opções sobre as ações da Oi e os veículos de financiamento da PT”.

O namoro da Altice pela PT dura há semanas, mas só agora foi formalizado. Incluiu mesmo a visita do presidente executivo do grupo, Dexter Goei, a Portugal, que manteve uma reunião com Paulo Portas, vice-primeiro ministro, onde deu conta do interesse pelos ativos da dona do Meo. E já na última sexta-feira, em entrevista ao “Diário Económico”, o lider da Altice admitia que iria apresentar uma proposta formal de compra “em breve”. Foi hoje o dia.

Também na última sexta-feira, a imprensa brasileira já dava conta da venda dos ativos da PT “durante a próxima semana”, por 7 mil milhões de euros. O “Folha de São Paulo”, por exemplo, dava conta que “há atualmente três propostas finais em análise pela Oi por seus ativos portugueses. A companhia não abre mão de receber ao menos sete mil milhões de euros e, assim, reduzir o seu endividamento. Deve fechar o negócio quem oferecer a maior quantia. A disputa está entre a francesa Altice e os fundos de private equity Apax Partners e Bain Capital Partners. Em comunicado divulgado ao mercado ontem, a Oi informou que foi contatada por diversos interessados nos ativos de Portugal, mas declarou que não recebeu qualquer proposta de alienação até a data.”

Segundo a imprensa brasileira, a Oi tinha chegado a acordo com a Vivo e a Claro para a compra da TIM Brasil, repartindo-a em três. A concretização do negócio estaria apenas “condicionada” pela venda da PT.

RE

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