Antes, durante e depois do incêndio de Monchique

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Os avisos tinham sido lançados, mas o que mais se temia acabou por acontecer. O fogo destruiu cerca de 27 mil hectares numa semana. O JORNAL DO ALGARVE andou pela rota do incêndio e relata um cenário dantesco e devastador. O “antes” e “depois” é notório. E no “durante” há dramas e histórias de heroísmo para contar. Pelo menos 41 pessoas ficaram feridas, uma em estado grave. As chamas galgaram montes e vales, engoliram árvores, carros e casas, e obrigaram à deslocação de centenas de pessoas nos concelhos de Monchique e Silves

 

Primeiro um alerta de calor extremo que até levou a Proteção Civil a enviar um SMS pioneiro para todos os residentes no Algarve (que, por lapso, remetia inicialmente para uma empresa de reparação de vidros). Depois um vento forte, imprevisível e indomável. Depois, ainda, uma serra povoada de eucaliptos, sobreiros e medronheiros que estava a acumular vegetação há quinze anos. Estavam assim criadas as condições ideais para que a tragédia dos incêndios voltasse a devastar uma gigantesca área do território algarvio.

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“Estava no quartel dos bombeiros, por isso, soube logo do início do fogo. Passados apenas alguns minutos, chegou a informação de que a situação estava a complicar-se e as chamas estavam a escapar ao controlo dos bombeiros. Aí, fiquei logo apreensivo. De repente, o fogo tomou grandes proporções e foi como uma bola de neve: nunca mais parou até consumir uma superfície enorme entre Monchique e Alferce”, relata ao JORNAL DO ALGARVE José Gonçalo Silva, de 58 anos, que acumula as funções de presidente da junta de freguesia de Monchique, cargo que ocupa desde outubro de 2017, e de presidente da direção dos bombeiros locais, onde está em funções há quatro anos.

A maior preocupação que o autarca sentiu logo de imediato foi “evitar que morressem pessoas”. “Houve situações em que sabíamos que estavam localidades ameaçadas pelas chamas e que nem os bombeiros nem a GNR conseguiram chegar antes do fogo para ajudar os moradores. Foram momentos de grande aflição, porque não sabíamos de nada…

(REPORTAGEM COMPLETA NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 16 DE AGOSTO – COM DECLARAÇÕES DE AUTARCAS, POPULARES, PRODUTORES FLORESTAIS, ASSOCIAÇÕES AMBIENTALISTAS E MUITO MAIS…)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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