Antigo tribunal de Albufeira dá lugar a Centro de Artes e Ofícios ainda este ano

O antigo edifício do tribunal de Albufeira, na rua da Igreja Nova vai dar lugar a um Centro de Artes e Ofícios, anunciou o município de Albufeira. 

A obra, cujo final está previsto ainda para este ano, envolve um investimento de cerca de 560 mil euros e foi cofinanciada por fundos comunitários, no valor de cerca de 315 mil euros, afirma a autarquia em nota de Imprensa.

O edifício estava desocupado há vários anos, mantendo ainda a sua estrutura a nível das fachadas e das arcadas, com a necessidade de substituir telhados e sobrados e de demolir os anexos que servirão de apoio ao tribunal. 

O município de Albufeira decidiu apostar num projeto de reabilitação com base numa abordagem contemporânea, com elementos da arquitetura mediterrânica como o pátio, as paredes brancas texturadas, a utilização de tijolo maciço pintado, as gelosias e a relação entre o interior e o exterior. 

O pátio servirá de miradouro sobre a cidade e terá “um elevado potencial turístico”, conforme referiu o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, que no passado mês de dezembro esteve no local acompanhado de vereadores e técnicos da autarquia. 

A intervenção pretende “para além da recuperação do edificado, contribuir para reduzir a sazonalidade numa zona cuja principal atividade centra-se, quase exclusivamente, na exploração turística” salientou o autarca. 

O Centro de Artes e Ofícios de Albufeira irá disponibilizar informação sobre técnicas tradicionais de artesanato, percorrendo todas as etapas do processo de produção até ao produto final, tendo como objetivo principal de facilitar a transmissão de saberes ancestrais e promover a sua divulgação ao nível do turismo.

O local terá ainda uma área destinada a expor os produtos locais e artesanais, contribuindo assim para valorizar a marca Albufeira como destino turístico e uma zona de formação para cidadãos em geral, estudantes e turistas.

O futuro Centro de Artes e Ofícios vai também funcionar como residência temporária de artesãos, que passam a ter um espaço de trabalho onde poderão promover os seus artigos e ensinar a sua arte, incentivando assim a criação de novas empresas nesta área, conclui a autarquia.

Gonçalo Dourado

Gonçalo Dourado

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