Após 26 anos a AHETA tem um novo presidente

O novo presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins, destacou que esta foi “a maior votação de sempre” para os corpos sociais da associação e indicou que votaram 136 dos 158 sócios, com a sua lista (B) a somar 75 votos, contra os 62 da lista (A) liderada por Elidérico Viegas, que presidia à associação desde a sua criação, em 1996.

“A escolha é de facto muito clara, foi um período de campanha em que tivemos oportunidade de apresentar as nossa ideias, os nossos projetos, os nossas equipas, e os sócios claramente disseram que queriam a mudança”, afirmou Hélder Martins à agência Lusa, numa primeira reação à vitória.

O candidato vencedor considerou que a escolha dos sócios “dá uma responsabilidade acrescida para o trabalho a partir de segunda-feira”, dia em que começará a trabalhar para “implementar o programa e projeto” que lidera, “para que a associação ganhe vida” e “para que possa ser mais representativa e mais reivindicativa”.

“Estamos conscientes dessa responsabilidade e estamos convictos de que vamos estar à altura da confiança que os sócios depositaram em nós”, acrescentou, frisando que a “associação tem 26 anos”, tinha desde então “o mesmo presidente” e “pela primeira vez houve duas listas”, com os sócios a optarem pela “mudança”.

Elidérico Viegas reagiu à derrota da sua lista assegurando à Lusa que sai “com o sentimento do dever cumprido”, mas advertiu que “a solução encontrada não é uma boa solução para o Algarve e defende um projeto que não assegura a defesa dos interesses do turismo do Algarve e dos empresários sedeados na região”.

Questionado sobre a razão por que a lista vencedora “não defende” o turismo algarvio e os empresários da região, Elidérico Viegas respondeu: “Porque as pessoas que votaram na outra lista são sobretudo fundos imobiliários propriedade de bancos e grandes grupos que estão radicados e têm os seus interesses fora da região”.

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Elidérico Viegas classificou Hélder Martins como “uma espécie de testa de ferro de toda esta gente” e admitiu que “queria sair” da AHETA, mas depois de “assegurar uma transição pacífica e tranquila para empresários da região do Algarve”.

O presidente cessante sustentou que essa opção “estava refletido na lista” que liderava, “composta apenas por empresários da região”, enquanto a lista rival era composta por elementos “grandes grupos, representados pelos gestores e não pelos empresários”.

“Saio com sentimento do dever cumprido, fui fundador e impulsionador da AHETA, dediquei muito da minha vida à AHETA, acho que fiz e contribui para fazer uma das estruturas mais sólidas, credíveis e reconhecidas quer a nível nacional quer em termos internacionais”, avaliou.

Após o apuramento geral dos votos, realizou-se a tomada de posse da lista, esclareceu o novo presidente da AHETA.

“A partir de hoje somos os novos corpos sociais da AHETA”, sinalizou Hélder Martins, explicando que até se “poderia pensar em fazer uma cerimónia” de tomada de posse, mas a situação pandémica de covid-19 e “os conselhos para não haver ajuntamentos”, optou-se por esta solução.

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