Argentino Jorge Bergoglio eleito sucessor de Bento XVI

O cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, foi hoje eleito papa pelos 115 cardeais reunidos em Roma, assumindo o nome de Francisco I.

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Na sucessão de Bento XVI, a escolha do jesuíta de 76 anos acabou por surpreender os especialistas, já que não era dos mais novos do colégio cardinalício.

O cardeal Jorge Mario Bergoglio foi o eleito para ocupar a cadeira de São Pedro e suceder a Bento XVI. É o primeiro Papa latino-americano da história da Igreja Católica Romana e igualmente o primeiro a adotar o nome de Francisco.

O anúncio foi feito em latim pelo protodiácono Jean-Louis Tauran, de 69 anos, a partir da varanda da Basílica de São Pedro, no Vaticano, eram cerca das 20h15 em Roma (19h15 em Lisboa), perante a expetativa de milhares de fiéis, que ali acorreram desde esta manhã.

O novo líder dos católicos, nasceu a 17 de dezembro de 1936, é jesuíta e o Arcebispo Emérito de Buenos Aires, Argentina. Foi ordenado cardeal por João Paulo II no consistório de 21 de fevereiro de 2001.

Alguns minutos depois de ter sido declarado o nome eleito da quinta votação no Conclave de 115 cardeais – reunidos em total secretismo desde ontem na Capela Sistina -, Jorge Bergoglio fez a sua primeira aparição pública como Papa Francisco.

“Irmãs e irmãos, boa noite”, foram as primeiras palavras do novo Sumo Pontífice. “Como sabeis, o dever do conclave era dar um Bispo a Roma, parece que foram buscá-lo quase ao fim do mundo. Agradeço-vos o acolhimento”, acrescentou, solicitando uma oração pelo “nosso bispo emérito Bento XVI”.

Entre aplausos e a aclamação da comunicade católica presente na lotada Praça de São Pedro, Francisco pediu “um caminho de fraternidade, de amor e de confiança” e pronunciou a sua primeira benção Urbi et Orbi (à cidade [Roma] e ao Mundo).

O 266.º Papa deixou ainda o que pareceu ser um sinal de proximidade com o povo: inclinou-se para pedir à multidão que orasse pelo seu pontificado.

Os desentendimentos com os Kirchner chegaram perto de uma trégua no segundo ano de governo de Cristina, em 2008, quando, após trabalhar junto com o governo para mediar um conflito no campo, Bergoglio convidou a presidente para comparecer a uma missa e ela aceitou. Mas já em 2009 o então cardeal voltou a desferir palavras duras contra o governo, dizendo que “o pior risco é homogeneizar o pensamento”, em referência à polarização incentivada pelo governo. A tensão foi aplacada por um encontro com a presidente na Casa Rosada, antes de uma viagem que ela faria ao Vaticano.

No ano seguinte, contudo, o projeto que acabaria por autorizar o casamento homossexual na Argentina começou a avançar no parlamento local, acirrando mais uma vez os ânimos entre governo e Igreja. Bergoglio liderou uma marcha contra o casamento gay e enviou uma carta a todos os sacerdotes incentivando-os a falar contra a questão e em defesa da família. Cristina reagiu: “Me preocupa o tom que o discurso adquiriu; se propõe como uma questão de moral religiosa e atentadora da ordem natural, quando na realidade o que está se fazendo é mirar uma realidade que está aí”.

JA | Rede Expresso

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