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Arqueólogos retomam escavações no castelo de Silves

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A campanha arqueológica no castelo de Silves, que tinha data de início marcada para 20 de julho e foi suspensa, recomeçou na semana passada. A responsabilidade destes trabalhos é da Universidade Nova de Lisboa, sendo dirigidos pela professora Rosa Varela Gomes e pelo arquiteto Mário Varela Gomes, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), através do Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP).

O município de Silves colabora na iniciativa e a equipa constituída pelos dois arqueólogos contará com a presença de dez estudantes do 1º ciclo de Arqueologia da FCSH da UNL.

A área que está a ser alvo de todas as atenções localiza-se no setor poente do castelo e pretende “alcançar um maior conhecimento do espaço” que, segundo a investigadora que dirige os trabalhos, “poderá corresponder à alcaidaria do Infante D. Henrique”.

A intervenção incide neste setor “para permitir conhecer a dimensão do espaço, assim como os artefactos ali utilizados no quotidiano, pelos seus ocupantes, ao longo dos séculos XIV-XVI”.

No início de 2006, a mesma equipa de arqueólogos colocou a descoberto a repartição onde residia o alcaide (alcaidaria), no castelo de Silves. Logo na altura, os responsáveis pelos trabalhos arqueológicos acreditaram ter descoberto naquele local vestígios da casa onde viveu o Infante D. Henrique, reconhecido mundialmente como o primeiro grande impulsionador das viagens de exploração marítima.

Apesar de ainda ser uma questão pouco estudada, a relação do infante com Silves é muito forte, já que a cidade recebeu-o como alcaide-mor, em 1457, antes de este ter-se mudado para Lagos e depois para Sagres.

As primeiras escavações revelaram um salão, uma escadaria e um lagar do tempo cristão, ou seja, diferentes da ocupação islâmica. Também foram descobertas diversas peças de cerâmica, moedas e fivelas dos séculos XIV e XV. E tudo isto foi descoberto apenas numa pequena área do castelo.

A arqueóloga Rosa Varela Gomes regressa assim ao mesmo local para prosseguir as escavações.

JA

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