Arqueólogos vão ao “fundo” para investigar raízes romanas em Castro Marim

Um forno cerâmico que laborou há mais de 1500 anos foi redescoberto, em Castro Marim, quando estava em risco de ser destruído numa obra ilegal. A arqueóloga Eliana Correia conta ao JORNAL DO ALGARVE que este centro de olaria romana terá fabricado ânforas para transporte de conservas de peixe. Os materiais recolhidos no local estão a ser estudados na Universidade do Algarve. “Esta redescoberta contribuirá para o conhecimento da produção oleira no Algarve durante o período romano”, frisa a arqueóloga

No sítio de Os Olhos, em São Bartolomeu do Sul (concelho de Castro Marim), foi descoberto um forno cerâmico, em 1896, que logo se identificou como sendo um marco importantíssimo da época final da presença romana na nossa região (século III-V). Segundo dados daquela época, na altura foram recolhidas cerca de 12 ânforas praticamente inteiras. Porém, os anos foram passando e, ao fim de algumas décadas, o local caiu novamente no esquecimento.

Mais de 120 anos depois, e na sequência de uma denúncia de realização de obras sem licença no mesmo local, o forno romano de produção de ânforas foi salvo da destruição e está a ser alvo de trabalhos arqueológicos.

“A maior parte destes centros oleiros surgem a partir do século III, sobretudo para produção de ânforas para transporte de preparados de peixe. Nesta zona de Castro Marim, há indícios de que tenha ocorrido a partir do Alto Império (século I d.c)”, revela ao JORNAL DO ALGARVE a arqueóloga Eliana Correia, responsável pelos trabalhos arqueológicos, ao lado do arqueólogo Francisco Rosa Correia…

Leia a notícia completa na edição em papel.

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