Arribas continuam “perigosas” e “imprevisíveis”

Todos os anos desprendem-se blocos rochosos destas falésias. Felizmente, a maior parte ocorre no inverno, mas também há casos que ocorrem durante o verão e de dia (foto atual da praia de Porto de Mós, em Lagos)
Todos os anos desprendem-se blocos rochosos destas falésias. Felizmente, a maior parte ocorre no inverno, mas também há casos que ocorrem durante o verão e de dia (foto tirada esta semana na praia de Porto de Mós, em Lagos)

Quase oito anos depois da morte de cinco pessoas em consequência da queda de uma arriba na praia Maria Luísa, em Albufeira, o risco continua presente em 75 praias do litoral do barlavento algarvio, segundo indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A verdade é que não é preciso ser especialista para perceber o perigo que paira atualmente em muitas praias da região, que apresentam falésias visivelmente instáveis. Para piorar a situação, nas marés-altas, a maior parte dos areais fica ocupado pela área de risco das arribas, ou seja, as pessoas ficam nas zonas que seriam afetadas por rochas ou quedas de blocos se houvesse um desmoronamento…!

Apesar de a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve procurar todos os anos minimizar os riscos com a realização de derrocadas antes da época balnear – para evitar mais situações trágicas –, continua a ser impossível eliminar todos os perigos, já que esta é uma ocorrência natural provocada pela erosão costeira. Ou seja, apesar de a maioria das derrocadas acontecer durante os meses de inverno, quando as condições atmosféricas estão mais instáveis, não existem garantias de que essa situação não aconteça no verão, quando as praias têm mais banhistas…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 6 DE JULHO)

Nuno Couto | Jornal do Algarve

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