Artistas pintam de cor as paredes do mundo rural

O desafio está a ser encarado com entusiasmo pelas populações de Vila do Bispo, Barão de São João, Mexilhoeira Grande/Figueira, São Bartolomeu de Messines, Alte e Alportel
O desafio está a ser encarado com entusiasmo pelas populações de Vila do Bispo, Barão de São João, Mexilhoeira Grande/Figueira, São Bartolomeu de Messines, Alte e Alportel

Chama-se “WATT? – um projeto artístico para a comunidade” e prevê a criação neste verão de vinte intervenções artísticas em Vila do Bispo, Barão de São João, Mexilhoeira Grande/Figueira, São Bartolomeu de Messines, Alte e Alportel.

A produção está a cargo do LAC – Laboratório de Atividades Criativas, com sede em Lagos, e conta com o financiamento da Fundação EDP.

Depois de uma primeira fase de contacto e troca de ideias com as populações locais, o projeto entrou este mês na fase das intervenções artísticas.

Ao todo, são sete artistas (Jorge Pereira, Mariana A Miserável, Menau, Padure, Susana Gaudêncio, Tiago Batista e Xana) que já iniciaram a produção de 20 obras de arte pública em paredes e outros locais das localidades escolhidas, todas do interior algarvio.

Segundo os responsáveis do LAC, as intervenções já arrancaram em São Bartolomeu de Messines, Barão de São João e Mexilhoeira Grande/Figueira, estando por dias o arranque das intervenções em Vila do Bispo (11 a 15 de julho e 21 a 25 de julho), Alte (16 a 25 de julho) e Alportel (26 a 31 de julho).

Artistas contam com participação da população

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A responsável pela produção do projeto, Carmo Serpa, contou ao JA algumas particularidades do “WATT?”, como a relação próxima que os artistas mantiveram com a população. “Pedimos às pessoas que nos falasse da sua terra, de como vêm a sua terra, o que a torna singular, e que partilhassem histórias, opiniões e sugestões connosco, de forma a inspirar os artistas no trabalho que irão realizar localmente”, revelou.

Posteriormente, os artistas voltaram às localidades para apresentarem as suas propostas e observarem as reações da população, antes do início das intervenções artísticas, que agora estão a decorrer.

Nesta terceira fase, a produção das obras de arte pública pelos artistas é também acompanhada nas localidades pelos olhares atentos da população e conta com a sua participação nas intervenções comunitárias.

Na quarta e última fase do projeto “WATT?”, agendada para agosto e setembro, será definido um roteiro que incluirá todas as obras produzidas no Algarve e serão promovidas visitas guiadas, “para convidar o público a descobrir novos locais e novas abordagens artísticas”, salientou Carmo Serpa, frisando que no final do projeto “as obras passam a pertencer à localidade e aos seus habitantes, estando acessíveis também aos seus visitantes”.

Entretanto, os promotores do projeto lançaram um vídeo promocional, realizado por Jorge Murteira, que está acessível em https://www.youtube.com/watch?v=RW31yCVYnBQ.

(Notícia publicada integralmente na última edição do JA – dia 7 de julho)

Nuno Couto | Jornal do Algarve

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