CULTURA

As influências do árabe na língua portuguesa (5)

Letras árabes solares e lunares

Uma vez que vem a talhe de foice, como se costuma dizer, gostaria de abordar um outro aspecto curioso da língua árabe.


Como é do conhecimento quase comum, o elemento ‘al –‘, que inicia muitas palavras desta língua é um artigo definido (para o masculino e feminino), como podemos ver nos exemplos seguintes:


Albatroz (do ár. al-gattâs, o mergulhador, devido a que estas aves marinhas caçam, mergulhando).
Almada (do ár. al-ma‘ adana, a mina, designação utilizada pelos árabes, aquando do seu domínio, na Península, para uma mina de ouro, que exploraram, na Adiça, nome de uma praia da zona da Fonte da Telha, no concelho de Almada e que acabaria por dar o nome à actual cidade, à beira da margem Sul do Tejo).
Alfama (do ár. al-hamma, o refúgio).
Alcofa (do ár. al-quffa, a cesta).
Albornoz (do ár. ál-burnus, a capa de lã com capuz).
Aluguer (do ár. al-kirâ, o arrendamento).
Aljamia (do ár. al-‘ajamiyya, ‘a língua bárbara’, designação dada pelos muçulmanos a qualquer língua estrangeira escrita em caracteres árabes, com particular destaque, o romanço peninsular, isto é, as línguas vernáculas locais da Península de antes do invasor, que passaram a ser grafadas, em escrita árabe, pelos moçárabes, assim como pela população de origem muçulmana, que por cá ficou, cultivando os campos ou confinada às ‘mourarias’ urbanas.


Esta prática passou a ser feita, clandestinamente, por imposição da Inquisição, que, em 1552, proibiu o Árabe.


Costuma igualmente designar-se por escrita aljamíada a que utiliza caracteres hebraicos para verter uma outra língua estrangeira.

Nos exemplos acima são mostradas várias palavras, em que, após o artigo ‘al’, se seguem substantivos principiados pelas consoantes ‘g’, ‘m’, ‘h’, ‘q’, ‘b’, ‘j’ e ‘k’.


Nos exemplos mostrados, o artigo ‘al’ manteve-se inalterado, sendo isso devido a que as ditas consoantes são chamadas Lunares.

As letras exemplificadas são apenas algumas das lunares do alfabeto árabe.


Porém, de um modo diverso, como se pode ver nos exemplos seguintes, o ‘ l ‘ do artigo ‘al’, é assimilado às consoantes ‘z’, ‘s’, ‘x’, ‘ t ’, ‘d’, ‘r’ e ‘n’, as quais iniciam os respectivos substantivos, consoantes que, por esse motivo, são ditas Solares, resultando numa geminação (consoante duplicada), ou seja, em que o ‘ l ‘ desaparece e se torna uma duplicação da solar.

As letras utilizadas nos exemplos são também apenas algumas das solares árabes.

Azeite (do ár. az-zait, à letra, o óleo da azeitona), em que o ‘ l ‘ do artigo ‘al’ foi assimilado pela letra ‘z’ de ‘zait ‘, sendo que isto sucedeu, porque a letra ‘z’ do substantivo “zait” é uma Solar ; de notar que se escreve Alzeite,  em Árabe, mas pronuncia-se Azzeite.
Açoteia (do ár. as-sutayya, o pequeno terraço, o miradouro).
Achaque (do ár. ax-xaqiyya, a queixa, o mal-estar, a indisposição).
Açorda (do ár. at-turda, a sopa de pão).
Andaime (do ár. ad-da’ayim), os suportes).
Arraia (do ár. ar-ra’iyya, a congregação de súbditos, termo utilizado, entre nós, na expressão “arraia miúda”, no sentido de plebe).
Anafaia (do ár. an-nafaya, o desperdício, o refugo, mais propriamente, os primeiros fios que o bicho-da-seda produz, antes de formar o casulo, sendo que eu próprio, quando, em pequeno, criava os meus bichos-da-seda e queria dobar a seda dos casulos para a dobadoura, puxava, repetidamente, as fibras soltas (a anafaia), que se partiam, até que, por fim, encontrava a ponta da seda, cujo comprimento atingia quinhentos e mais metros).


O alfabeto árabe não tem vogais e é composto por 14 consoantes Lunares e outras tantas consoantes Solares, num total, portanto, de 28.


Esta ausência de vogais é uma característica das línguas semitas, como é também o caso do Hebreu.

A ausência de vogais escritas é suprida, na linguagem oral, pela sua prolação, visto que – utilizando uma imagem –, na linguagem falada, as vogais funcionam como uma espécie de ‘cimento’, que liga os ‘tijolos’, que são as consoantes.

Será interessante abordar a grafia de algumas palavras portuguesas, pelo que denotam da sua origem árabe.


Falamos, por exemplo, de vocábulos iniciados por:
– letra ‘ x ‘, como xadrez, xarope ou xerife
– grupo ‘enx -‘, como enxaqueca ou enxoval


Falamos igualmente de palavras terminadas por:
– vogal ‘– i ‘, como javali, mufti ou sufi
– grupo ‘- il ’, como cordovil, mandil ou anil
– grupo ‘- im ‘, como alecrim, carmesim ou cetim
– grupos ‘- afe’ ou ‘- aque’, como alcadafe, almanaque ou atabaque
Algumas consoantes árabes não passaram aos vocábulos portugueses como tais, devido a que não se adaptaram à pronúncia do Português.


É o caso da consoante árabe ‘h’ que, geralmente, passa a ‘f ’, como são os casos seguintes:


Alfama (do ár. al-hamma, o refúgio).
– Alfazema (do ár. al-huzâma, a lavanda).
– Alface (do ár. al-hass, planta comestível de uso culinário).

Vimos, acima, o exemplo da consoante árabe ‘h’ que não se ajustou à fonologia portuguesa.

Veremos, agora, o exemplo contrário com a palavra ‘Beja’ (do ár. bâja), formada, a partir do topónimo romano ‘Pax (Julia)’ – através da forma ‘pace’ –, em que a língua árabe, por manifesta impossibilidade em pronunciar o ‘p’ de ‘Pax’, o trocou pela letra ‘b’.

As dificuldade de algumas línguas reproduzirem oralmente certos fonemas ocorrem um pouco, pelo universo dos idiomas.


É o caso dos falantes de Mandarim (Chinês), que pronunciam o ‘ l ’, em vez do ‘ r ‘, devido à impossibilidade vocal de articularem esta consoante., como em ‘cara’, que reproduzem, oralmente, como ‘cala’ ou ‘amora’, como ‘amola’.

É o caso, também, dos nativos falantes da língua tupi, o verdadeiro tronco nacional comum dos vários dialectos dos povos ameríndios da América do Sul, os quais – ao contrário dos Chineses – não conseguem pronunciar o ‘ l ‘, que trocam pela outra líquida, o ‘ r ‘, dizendo ‘revórver’, em vez de ‘revólver’, como, aliás, se ouve numa conhecida canção brasileira, em que é mimada esta troca fonética, pelos povos tupis ou de cultura tupi.

Este fenómeno é muito vivo na população paulista, com menos instrução, cujo extracto é tupi e conhecido pela designação de ‘ r ‘ caipira.

A chamada ‘iotização’ (transformação em ‘j‘ do dígrafo palatal ‘ lh ‘) é outra marca da linguagem tupi, mantida viva pelos caipiras paulistas, como em ‘bolha’ (que é dita ‘bo’ja’) ou ‘mulher’ (mu’jé).


Também a típica apócope do ‘r ’ final das formas verbais no infinitivo constitui uma influência tupi, como em ‘trabalhar’ (trabalhá), ‘correr’ (corré).

O léxico que nos foi deixado pelos Árabes refere-se, em muitos casos, a termos inovadores, preenchendo nichos ainda vazios, pelo que, por esse motivo, enriqueceram a nossa língua, contribuindo para torná-la mais precisa e expressiva.


Vários são os exemplos que podem ser citados.
– Designações de cargos públicos (alcaide, almoxarife ou alferes)
– Termos de tipologias de edificações (alcácer, alcáçova ou aljube)
– De construção (alvenaria, azulejo ou açoteia)
– De instituições administrativas (aldeia, arrabalde ou alfândega)
– De plantas (arroz, alfazema ou alfarroba)
– De frutos (tâmara, albricoque ou ameixa)
– De profissões (alfaiate, almocreve ou alfaqueque)
– De termos relacionados com a agricultura (açude, alcatruz ou azenha)
– Com a actividade militar (adaga, arsenal ou arrebate)
– De termos médicos (xarope, enxaqueca ou alcalino)
– De termos geográficos (azinhaga, lezíria ou albufeira)
– De unidades de medida (alqueire, arroba ou arrátel)
– De animais (alcatraz, lacrau ou javali)
– De adereços (alfinete, almofada ou alcatifa)
– De instrumentos musicais (adufe, alaúde ou rabeca)
– De produtos agrícolas e industriais (azeite, álcool ou alcatrão)
– Das ciências exactas (álgebra, algarismo ou cifra)


Alguns nomes próprios e apelidos têm também a sua origem árabe, como, por exemplo:
Albuquerque (do ár. abû l-qûrq, ‘o do sobreiro’).
– Bordalo (do ár. badala, ser abundante).
 Almeida (do ár. al maida, a mesa).

Vários termos do calão português têm origem no Árabe.

Por exemplo:
 Marafada (do ár. mar ‘ a hâ ’ ina, mulher indecente).
 Mânfio (do ár. manfî, desterrado, proscrito).
– Marado (do ár. marad, doente, estragado).
No caso dos topónimos, para além da grande maioria de termos iniciados pelo artigo ‘al –‘ (antes de consoantes Lunares) ou na sua outra forma (antes de consoantes Solares) com o ‘ l ‘ assimilado, existem outros, com origem comum, de que dou alguns exemplos.

É o caso de alguns topónimos iniciados por ‘Ode –‘ (do ár. wâdî, rio, ribeira) :
– Odemira (do ár. wâdî mîra, rio Mira).
Odeceixe (do ár. wâdî sayh, rio da corrente forte).
Odeleite (do ár. wâdî layt, rio do eloquente, referência a alguém local).
Odelouca (do ár. wâdî luqât, rio das sobras, eventualmente, lixo).
Odivelas (do ár. wâdî ballâs, rio da louça de barro ou da terracota).

Este mesmo ‘Ode –‘ assume, noutros casos, forma diferente, embora com o mesmo significado.


Alguns exemplos:
Guadiana (do ár. wâdî anna, o rio do pranto, sendo que este rio utiliza o nome romano para o respectivo rio, isto é, ‘Anas Flumen’ ).
Guadalquivir (do ár. wâdî al-kabîr, o rio grande).
Guadalupe (do ár. wâdî l – lubb, rio do lobo).

Existem vários topónimos iniciados pela partícula ‘ben’ (do ár. ben, filho), a par de outras variantes para a mesma, como ‘ibn’ ou ‘ibne’.


Algumas aplicações:
Benafim (do ár. ben affân, filho do puro).
Benaciate (do ár. ben Şayyâd, filho do caçador).
Bencatel (do ár. ben qatîl, filho da vítima).
Bensafrim (do ár. ben sahârîn, filho dos magos, dos feiticeiros).


Noutras situações, a partícula ‘ben’ mascara-se, mas nós damos por ela…


Como nos dois seguintes casos:
Penela (do ár. ben Allâh, filho de Alá).
Peniche (do ár. ben ‘ â’ ixa, filho de Issa = filho de Jesus).

A mesma partícula ‘ben’ tem, como acima escrevo, outras variantes alotrópicas, como nos seguintes nomes árabes :
– Ibne Cadume (filho de Cadume).
– Ibn-al-Arabi (filho da Arábia).
– Mohammad bin Salman (Mohammad, filho de Salomão).

Refiro, em jeito de parêntese, que, como línguas irmãs, do mesmo tronco semita, o Árabe e o Hebreu partilham vários termos comuns, como é o caso de ‘ben’, filho, presente na palavra ‘Benamor’, apelido de uma conhecida família judaica.

Meramente a título de curiosidade e pelo sugestivo e insólito de alguns dos seus significados, indico alguns dos topónimos portugueses mais conhecidos de origem árabe, cujo nome utilizamos, amiúde, sem imaginar a lógica que presidiu ao seu ‘baptismo’, o que dá uma pálida ideia da influência urbana que nos legaram:

Albarraque (do ár. al-barrâk, o moleiro).
Albufeira (do ár. al-buhayra, o pequeno mar).
Alcabideche (do ár. al-qabidaq, a ‘mãe de água’).
– Alcácer (do ár. al-qasr, o castelo, a fortaleza).
Alcáçovas (do ár. al-qasba, a cidadela fortificada).
Alcaide (do ár. al-qâ ‘ id, o chefe).
Alcains (do ár. al-kanâ ‘ is, os templos).
Alcântara (do ár. al-qantara, a ponte).
Alcochete (do ár. al-kûxât, os fornos).
Alcoitão (do ár. al-qayatûn, a tenda).
Alcoutim (do ár. al-qutamî, o falcão real).
Alfarelos (do ár. al-fahhâr, a louça).
Alferce (do ár. al-farz, o que separa duas colinas).
Algés (do ár. al-jibs, o gesso).
Algueirão (do ár. al-gayrân, as grutas).
Alhandra (do ár. al-ândar, a debulha).
Aljezur (do ár. al-juzur, as ilhas).
Almeirim (do ár. al-mirin, o limite).
Almodôvar (do ár. al-muduwwar, o meandro).
Alpiarça (do ár. al-birâz, o duelo).
Alte (do ár. al-taf, a elegante).
Alvalade (do ár. al-balât, o caminho empedrado, a calçada).
Alverca (do ár. al-birka, o pântano).
Alvor (do ár. al-bûr, a charneca, o baldio).
Anadia (do ár. an-nadiyya, a delicada).
Arrábida (do ár. ar-râbita, o oratório, o edifício religioso fortificado, a partir do qual cavaleiros espirituais sufis vigiavam e defendiam as fronteiras do Islão).
Aveiro (do ár. al-warâ ‘ î, o retirado, o resguardado (da costa).
Azóia (do ár. az-zâwiya, a ermida).

Benagil (do ár. ben ajawîd, filho do generoso; é praia do concelho de Lagoa)
Benavente (do ár. ben ‘ abbâd, filho do devoto de Alá).
Bencatel (do ár. ben qatîl, filho da vítima).
Boliqueime (do ár. bû l-qâ ‘ im, pai do revoltoso).
Borba (do ár. birba, labirinto).
Cacela (do ár. qaṣîla, seara).
Cacilhas (do ár. ḥasîla, lixeira).
Caneças (do ár. kanîsa, igreja).
Cartaxo (do ár. qârr at-taj, residente do Tejo).
Caxias (do ár. kâxiḥ, inimigo).
Chelas (do ár. xilla, arco).
Colares (do ár. kula, pequeno lago).
Coruche (do ár. qurayxî, nome de tribo).
Elvas (do ár. ilbâx, risonha).
Estoi (do ár. usṭûl, esquadra naval).
Estômbar (do ár. usṭuwânat, arcos).
Faro (do ár. hârûn, de um emir da cidade, Abu Osmã Said Ibne Harune).
Fátima (do ár. Fâṭima, uma das filhas de Maomé, nome atribuído ao local do concelho de Ourém, em honra à filha do profeta Maomé, por elementos de uma tribo muçulmana, provavelmente, fatimita, então ali estabelecida).
Golegã (do ár. galgala, entrar, penetrar).
Loulé (do ár. al- ‘ uliyâ, a colina, a elevação).
Loures (do ár. lawr, lira).
Mafra (do ár. maḥfra, cova).
Marateca (do ár. mar ‘ a taqiyya, mulher devota).
Messejana (do ár. masjana, prisão, cárcere).
Messines (do ár. mâzin, elogioso).
Mora (do ár. murâḥ, pastagem).
Moscavide (do ár. maskbât, sementeira).
Nexe (do ár. naxâ ‘, juventude, mocidade; in ‘Santa Bárbara de Nexe’).
Odiáxere (do ár. wâdî arx, rio da punição).
Oeiras (do ár. urwah, moitas).
Olhão (do ár. ‘ ullîyâ, espaço elevado).
Oura (do ár. awra, esconderijo; in ‘praia da Oura’).
Ourique (do ár. wariq, verdejante).
Ovar (do ár. ‘ ubr, curso de água).
Parchal (do ár. barjal, circuito, circunferência).
Quelfes (do ár. kallâf, moço de estrebaria).
Queluz (do ár. qâ ‘ lûz, vale das amêndoas).
Sacavém (do ár. xaqabân, próximo; provavelmente, por ser localidade próxima da lixbûna, a Lisboa árabe do tempo).
Samouco (do ár. samûq, muito alto).
Serpa (do ár. xarba, poção).
Sertã (do ár. saraṭân, lagostim do rio, caranguejo).
Tavira (do ár. tabira, ruína).
Vau (do ár. wad’, ‘concentração’; entenda-se, de areias ou pedras no leito do rio, que permitem que possa ser atravessado a pé).
Xabregas (do ár. xabraka, fazer em tirar, retalhar, cortar em pedaços).

Uma característica das línguas semitas (Árabe, Hebreu ou Aramaico, esta última a língua em que Jesus se expressou) é, ao contrário das línguas Indo-Europeias, serem escritas e lidas da direita para a esquerda, sendo que os seus livros se abrem pelo lado contrário, isto é, pelo que chamamos a contracapa.

O Grego arcaico (não o Grego clássico) chegou a utilizar uma terceira opção de escrita, designada por ‘bustrofédon’ (do gr. boûs, boi + strophḗ, virar), visto que imitava o boi, na lavoura, o qual, quando chega ao final de um rego, vira para a esquerda, iniciando mais um rego, sendo que, quando termina este, vira para a direita, executando uma espécie de ‘ss‘ contínuos.

Conclusão: Como vimos, são subtis os elos ancestrais que, sem que disso suspeitemos, ligam alguns de nós, meridionais – designadamente os algarvios das gentes da serra algarvia e antigos pescadores do litoral da nossa província –, numa maior ou menor percentagem de genes, às gentes magrebinas do Norte de África.

Esta herança factual, resultante da permanência árabe entre nós manifesta-se, não apenas biologicamente, mas também culturalmente, através dos traços vivos da sua profusa herança vocabular, designadamente nos aspectos mais concretos da vida do dia-a-dia.

O regionalismo vernacular identitário, a que, atrás, faço referência, constituiu, durante muitos séculos, a matriz da relação entre as pessoas em vários pontos da nossa província, pelo que as expressões características da sua interacção verbal ‘sui generis’ devem ser tratadas como pérolas lexicais, que urge fixar e não deixar perder, seja na forma de teatro ou outra, face ao advento de uma certa visão tecnológica massificadora actual, que tudo cilindra, uniformiza e empobrece e de uma vertigem, de que o Homem perdeu já a mão e o conduz cegamente para um abismo incerto.

José Domingos

Jose Domingos
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