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Associação quer trazer a saúde mental para a agenda política

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A Associação de Intervenção na Saúde Mental do Algarve (AISMA) está empenhada em trazer para a agenda dos cidadãos e dos decisores políticos a temática da saúde mental.

Esta associação, que tem sede no sítio das Casinhas, em Castro Marim, e o secretariado e polo de atendimento localizados em Olhão, acredita que esta tarefa “não é fácil, porque a saúde na sua dimensão física tem, desde há muito, sido privilegiada e esquecida a sua dimensão psicológica”.

No entanto, o presidente da associação, Victor Hugo Palma, acredita que será possível levar a saúde mental à discussão mediática durante o ano de 2018.

“É certo que a saúde mental está identificada como um problema de grande relevância para muitos concelhos da nossa região, embora nem sempre tenha o devido tratamento de proximidade e especialização na intervenção que as mesmas necessitam, admitindo igualmente que, muitos casos referenciados, causam instabilidade nas famílias, em particular, na comunidade em geral e na própria rede de resposta social”, refere o responsável, lembrando que “as perturbações mentais são responsáveis por custos elevados para as comunidades, relativamente ao sofrimento, incapacidade e produtividade individual, diminuindo significativamente a sua qualidade de vida, encontrando-se associados a quadros clínicos que implicam um maior índice de utilização dos serviços de saúde e consumo de fármacos, a situações associadas a comportamentos aditivos, violência doméstica, violência juvenil, comportamentos antissociais, comportamentos alimentares e sexuais”.

Por isso, Victor Hugo Palma acentua que “as perturbações mentais e a sua prevenção são de importância extrema para a sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde, tendo em consideração os seus elevados custos diretos e indiretos, sendo que, estes últimos, nem sempre são devidamente valorizados, como é o caso da produtividade associada à doença e à morte prematura”.

Segundo o presidente da direção da AISMA, “a dimensão psicológica da saúde merece mais atenção, porque, a situação, pode ser mais grave. Para além das pessoas que apresentam um diagnóstico clínico de uma perturbação mental, deveriam também ser consideradas as pessoas que não preenchendo os critérios de diagnóstico para tal, apresentam sofrimento psicológico”.

JA

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