ALGARVE

Autarcas da Costa Vicentina debatem problemas da região em Aljezur

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Os presidentes das Câmaras Municipais algarvias de Aljezur e Vila do Bispo e de Odemira e Sines, do Alentejo, estiveram reunidos no início deste mês por ocasião dos 32 anos da criação do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), anunciou a autarquia.

Na agenda de trabalhos desta reunião constou o balanço dos 32 anos de PNSACV e a cogestão do mesmo, as infraestruturas e serviços públicos locais e sub-regionais e a situação da seca vivida no Algarve.

Desta reunião, que contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Aljezur, José Gonçalves e o autarca de Vila do Bispo, Adelino Soares, concluiu-se que o PNSACV tem tido, ao longo de vários anos, “um crescente desinvestimento”, nomeadamente em relação aos recursos humanos.

“A urgente necessidade de revisão do Regulamento do Parque Natural, decisiva para o futuro do mesmo e da própria região e os desafios que hoje se apresentam a uma zona especialmente importante como esta, são de enorme complexidade, e exigem uma liderança com competência de decisão, presente no território e apetrechada de mais meios”, refere a Câmara Municipal de Aljezur em comunicado.

Entre outros problemas, foi debatido em reunião os impactos provocados pelo perímetro de rega do Mira, a pressão do autocaravanismo e campismo selvagem, a necessidade de ordenar os espaços e de captar novos projetos sustentáveis.

Relativamente à proposta de cogestão do PNSACV, os autarcas vão solicitar uma reunião com o Ministro do Ambiente e o Secretário de Estado para discutir o tema que consideram de “extrema importância”.

Já em relação às infraestruturas e serviços públicos, foi concluído que aquela zona tem “um dos piores níveis de acessibilidades locais, regionais e de ligação à rede nacional” e alertam que “os estudos e projetos realizados não saíram do papel, assistindo-se ao agravamento da intensidade de tráfego, número de acidentes e degradação acelerada das vias”.

Os autarcas salientaram ainda o “agravamento dos serviços de saúde locais e regionais”, nomeadamente nos municípios de Aljezur, Vila do Bispo e Odemira, onde existe falta de profissionais de saúde e auxiliar, o que se traduz numa “degradação da qualidade de vida das populações”.

“Quanto à situação de seca que assola o sul do país, os autarcas manifestam a sua preocupação com os níveis de disponibilidade de água nas albufeiras das bacias do Mira e barlavento algarvio, decréscimo dos níveis freáticos no subsolo e a falta de planeamento na resposta a situações extremas, exigindo das entidades a elaboração de Planos de Contingência para a situação que já se vive e que tende a agravar-se”, revela a autarquia de Aljezur no comunicado.

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