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Autoridade Marítima reforça alerta para o perigo das alforrecas

A "caravela-portuguesa" está considerada a mais perigosa
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A “caravela-portuguesa” está considerada a mais perigosa

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A Autoridade Marítima reforçou esta semana o alerta sobre os cuidados a ter com as “águas-vivas” e as “caravelas-portuguesas”, espécies de medusas (ou alforrecas), que podem surgir nas zonas balneares.

Trata-se de animais gelatinosos que vivem na água e que “têm tentáculos que podem libertar um líquido, potencialmente urticante e perigoso”, alerta a Autoridade Marítima.

O contacto com uma “água-viva” pode produzir irritação na pele e até queimaduras ou outras reações graves e prejudiciais. A “caravela-portuguesa” (nome científico ‘Physalia physalis’) vive na superfície do mar graças ao seu flutuador cilíndrico, azul-arroxeado, cheio de gás. Os seus tentáculos podem atingir 30 metros e o seu veneno “é muito perigoso”, explicam as autoridades.

A Autoridade Marítima alerta que os banhistas devem afastar-se, quando avistarem este tipo de animal, e evitar o contacto. Se sentirem uma picada, devem sair rapidamente da água, dirigindo-se de imediato ao nadador-salvador.

Os sintomas da picada são: dor forte e sensação de queimadura (calor/ardor) no local e ainda irritação, vermelhidão, inchaço e comichão. “Algumas pessoas, especialmente sensíveis às picadas e venenos das águas-vivas, podem ter reações alérgicas graves, como falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios. Nestes casos devem ser encaminhadas de imediato para o serviço de urgência”, esclarece a Autoridade Marítima.

O que fazer em caso de contacto?

Quando existir contacto com qualquer daquelas medusas, o banhista não deve esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno; não deve usar água doce, álcool ou amónia; não deve colocar ligaduras; deve lavar com cuidado com a própria água do mar; e retirar com cuidado os tentáculos (caso tenham ficado agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar.

No caso específico das “águas-vivas”, deve ainda, se possível, aplicar bicarbonato de sódio misturado em partes iguais com água do mar; aplicar frio (água do mar gelada ou bolsas de gelo) no local atingido para aliviar a dor (o gelo não pode ser aplicado diretamente na pele, deve ser enrolado num pano); tomar um analgésico para aliviar a dor; e aplicar uma camada fina de pomada própria para queimaduras.

Quando o contacto for com “caravelas-portuguesas”, e além dos conselhos que se aplicam ao contacto com ambas as espécies, deve aplicar-se vinagre no local atingido, bandas quentes ou água quente para aliviar a dor e consultar assistência médica o mais rápido possível.

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