Bombeiros algarvios furam “boicote” à Proteção Civil

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As 17 corporações de Bombeiros do Algarve estão a reportar as ocorrências à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), contrariando a decisão tomada pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). 

A LBP, presidida por Jaime Marta Soares, anunciou no sábado que os Bombeiros iriam suspender a informação operacional aos Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS), como forma de protesto contra a proposta para a nova lei orgânica da Proteção Civil tornada pública pelo Governo. 

A Liga quer uma direção nacional de bombeiros “autónoma, independente e com orçamento próprio” e, além de reivindicar “um comando autónomo de bombeiros”, pretende a criação do “cartão social do bombeiro”. Para a LBP, o Governo apresentou uma proposta “completamente desajustada da realidade do país” que “vai interferir na autonomia das associações de bombeiros”.

No passado dia 22 novembro, a Federação dos Bombeiros do Algarve (FBA), presidida por Paulo Morgado, que também preside a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, já tinha explicado, em comunicado,
que a nova legislação “não corresponde às legítimas expetativas e anseios dos bombeiros e das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários podendo causar e agravar desmotivação dos operacionais e perturbação sensível na capacidade de resposta do sistema de proteção civil nacional”. 

Esta posição levou os Bombeiros da região algarvia a participar na concentração nacional, promovida pela LBP e que decorreu no passado dia 24 no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Porém, a Federação dos Bombeiros do Algarve também já tinha deixado bem claro, no final de novembro, que o ponto 8 da moção aprovada pela Liga (a não reportação de ocorrências à ANPC), “não terá acolhimento no Algarve”. No referido comunicado, a FBA explicou que os operacionais da região prosseguiriam com o registo das ocorrências para a ANPC “tendo sempre em mente o superior interesse da proteção das vidas e bens”.  

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