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Cancro da mama continua a ser responsável por cerca de 1800 mortes por ano

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A incidência do cancro da mama tem aumentado e causa 1800 mortes por ano em Portugal, mas a aposta na prevenção, com realização de rastreios corretos, pode reduzir em 30 por cento a mortalidade nos próximos cinco a 10 anos, defendeu hoje um especialista.

No Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama, que hoje se assinala, Vítor Veloso, da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), disse à agência Lusa que para diminuir a mortalidade desta doença é indispensável desenvolver a prevenção e apostar no diagnóstico precoce.

“Para melhorar e para diminuir a mortalidade, temos de apostar na prevenção primária e secundária” e seria possível reduzir “30 por cento a mortalidade do cancro da mama” nos próximos cinco a 10 anos, se “os rastreios forem bem feitos”, correspondendo às regras da União Europeia, explicou Vítor Veloso.

“Tem havido um aumento da incidência e temos quatro mil novos casos por ano com 1800 mortes. Ainda não chegamos a um patamar ideal”, referiu o dirigente desta Liga, acrescentando que “ainda há um pequeno aumento do número de mortes”.

No entanto, “se conseguirmos levar para a frente, até ao fim, o rastreio, esse patamar vai diminuir e a mortalidade vai diminuir com certeza”, realçou.

Os conselhos para as mulheres passam por fazer visitas médicas atempadamente, de seis em seis meses, sobretudo a partir dos 35 ou 40 anos, e fazer sistematicamente palpação.

Para o especialista, é importante a adesão a um tipo de diagnóstico precoce através dos médicos de família ou dos médicos particulares, fazendo mamografias e ecografias, quando necessário.

Vítor Veloso defendeu o rastreio de forma massiva e referiu que, atualmente, só a região centro tem total cobertura, ou seja, “todas as mulheres têm a possibilidade gratuita de fazer mamografias”.

O norte e sul do país estão a caminhar nesse sentido e o responsável da Liga espera que “dentro de dois anos toda a população nacional esteja coberta”.

Acerca das medidas de contenção da despesa pública avançadas pelo Governo, Vítor Veloso disse ser “contra cortes desnecessários” na saúde.

“Há cortes necessários, há gastos supérfluos, mas em relação à prevenção primária e à prevenção secundária do cancro, entendo que deve ser uma prioridade de qualquer governo independentemente da situação económica e financeira”, salientou.

Para o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama estão previstas várias iniciativas, como almoços com doentes e voluntários, ações de rua e corridas para “chamar a atenção da população e lembrar que o cancro da mama continua a ser o que tem maior incidência e aquele que causa maior número de mortes nas mulheres”.

AL/JA

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