Carteiros de Faro adiam semana de greve para 1 de fevereiro

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Postal (CDP) de Faro, reunidos hoje em plenário, decidiram adiar a paralisação de duas horas por dia prevista para se iniciar na segunda-feira, alegando que os CTT colocaram “um técnico a acompanhar dois giros e avaliar as condições de trabalho” dos carteiros.

“A empresa pôs um técnico a acompanhar dois giros e os trabalhadores não querem ser acusados de não ter dado uma última hipótese à empresa de resolver a situação”, afirmou José Oliveira, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT).

A mesma fonte recordou que os carteiros reivindicam a contratação de mais seis profissionais para assegurar a distribuição em Faro e “voltarão a reunir-se em plenário no dia 31 de janeiro para confirmar a paralisação ou desconvocá-la”.

Esta é a segunda alteração da greve, depois de, no dia 30 de dezembro, também em plenário, os trabalhadores terem adiado a paralisação devido ao cumprimento de quarentenas por causa da pandemia de covid-19, que impediram a realização de uma reunião e o cumprimento dos prazos legalmente previstos para manter essa greve, justificou na ocasião Jorge Costa, do SNTCT.

Aquele dirigente sindical indicou, na altura, que a greve iria decorrer no período entre as 08:30 e as 10:30 e que os trabalhadores “exigem a contratação de mais seis profissionais” para a distribuição postal em Faro, que é assegurada por 31 pessoas.

A mesma fonte explicou que, em Faro, “foram eliminadas seis áreas de distribuição” e “diminuídos os números de giros”, sobrecarregando o trabalho dos carteiros, que passaram a ter “mais ruas e mais correspondência para distribuir” e “muitas vezes não conseguem completar o trabalho”.

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“Isto faz com que fiquem cartas por distribuir, incluindo correio registado”, lamentou o dirigente do SNTCT, reivindicando a “contratação de mais seis profissionais” e exigindo “respeito pelos trabalhadores e pela população”, que também é “penalizada com o atraso na distribuição”.

A situação “é ainda agravada quando algum trabalhador se ausenta”, acrescentou, sublinhando que a entrega de cartas “fora do prazo acontece todos os dias”.

Com a decisão de hoje, os trabalhadores aguardam, agora, pela conclusão da avaliação do técnico que a empresa colocou para acompanhar os giros e dar parecer, para “não serem acusados de não ter sido dada possibilidade à empresa de resolver a situação”, concluiu José Oliveira.

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