Cavaco admite dose de “incerteza” na economia global

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, alertou hoje para a existência de “particular dose de incerteza” sobre a economia mundial, mas ressalvou que nenhuma recessão é permanente e que “as oportunidades existem”.

Cavaco Silva, discursando no forum COTEC

Numa intervenção na abertura do Fórum Cotec para a Inovação, que decorre no Estoril, Cavaco Silva fez um discurso centrado na economia, lembrando que a nível mundial existe ainda uma “situação de alguma fragilidade”, pois apesar de os sinais de recuperação há “um conjunto de circunstâncias que trazem uma particular dose de incerteza à análise do futuro próximo”.

Contudo, e apesar que continuarem a existir motivos para encarar o futuro com “prudência e sentido de responsabilidade”, com a turbulência dos mercados europeus de dívida pública, importa ter presente que “nenhuma recessão é permanente”, sublinhou o chefe de Estado.

“É por isso que os empresários devem olhar com redobrada atenção para um leque alargado de países, mercados e soluções de negócio. As oportunidades existem. Cabe às empresas perceber e explorar essas oportunidades, capitalizando as suas competências específicas”, sustentou.

Desta forma, continuou o chefe de Estado, as empresas portuguesas devem estar particularmente atentas às oportunidades de negócio que poderão ser conseguidas em muitas economias ditas emergentes, como a China, a Índia, o Brasil, Moçambique ou Angola, país que receberá precisamente a visita de Cavaco Silva dentro de pouco mais de uma semana.

Numa nota de “confiança”, Cavaco Silva insistiu ainda numa ideia que ao longo dos últimos meses tem insistido, recordando que “todas as crises encerram riscos, mas abrem, simultaneamente, novas oportunidades”.

Nesse sentido, o Presidente da República voltou a referir a importância da aposta nas exportações, aconselhando a que seja contrariada a “arriscada concentração num número limitado de destinos de negócios”.

“É imperioso que mais empresas passem a exportar para um maior número de mercados”, salientou, considerando que a abertura das empresas portuguesas ao exterior “é o caminho inadiável para que a economia nacional retome uma trajetória de crescimento sustentado”.

Por isso, frisou, “o desígnio nacional” da economia portuguesa deverá ser incentivar e impulsionar mais empresas para competir no plano global.

Cavaco Silva deixou ainda um apelo direto aos empresários, exortando-os a que “agarrem as oportunidades com empenho, ética, profissionalismo e cultura de inovação”.

“O sucesso em mercados exteriores nunca é obra do acaso, mas sim da capacidade de engenho e da criatividade humana”, defendeu.

JA/Lusa

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