ALGARVE ATUALIDADE

CCDR/Algarve “insatisfeita” com taxa de compromisso dos fundos comunitários (QREN)

O presidente da CCDR/Algarve admitiu estar "insatisfeito" com a taxa de compromisso do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), a mais baixa do país (25,2 por cento), mas disse que não está "alarmado" com a situação. João Faria aponta a prudência na aprovação de projetos e a “debilidade” da região como fatores que justificam a mais baixa taxa de compromisso do país. “Gostaria que [a taxa] fosse mais elevada, mas a verdade é que queremos que tudo se processe de forma equilibrada e por isso tentamos ser muito criteriosos na aprovação de projetos”, disse. Esta taxa corresponde à relação entre o valor aprovado e o valor do fundo comunitário programado. Para João Faria, o ideal seria que a taxa de compromisso na região rondasse os 40 por cento, uma meta que poderá ser atingida com a futura aprovação de projetos "que estão em carteira e já devidamente identificados". “Não temos interesse em ter projetos que não estejam maduros, senão ficávamos reduzidos apenas ao efeito anúncio”, disse, lembrando que, à exceção do setor turístico, a estrutura económica da região é das mais “débeis” do país. Entretanto, estão abertas até 18 de junho as candidaturas para a nova fase de incentivos do Quadro Referência Estratégico Nacional (QREN) relativos à qualificação das empresas e especialmente dirigidos a pequenas e médias empresas. Em comparação, o principal programa operacional do QREN nos Açores regista em maio uma taxa de execução de 24,9 por cento, a que corresponde um volume de pagamentos de 243 milhões de euros. Em matéria de projetos aprovados, o Proconvergência regista um índice de 44,7 por cento, igualmente superior à média nacional, atingindo um montante de comparticipações de 431 milhões de euros.

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