Cerca de 20 casas não escaparam à fúria das chamas em Monchique

Casa destruída pelo fogo na Umbria, entre a vila de Monchique e Alferce (foto: Jornal do Algarve)
Casa destruída pelo fogo na Umbria, entre a vila de Monchique e Alferce (foto: Jornal do Algarve)

O fogo em Monchique consumiu cerca de 20 casas de primeira habitação, adiantou o presidente da Câmara de Monchique. Em declarações à Antena 1, Rui André admite que perto de duas dezenas de casas de primeira habitação podem ter sido destruídas pelas chamas.

O vento forte continua a ser o principal obstáculo no combate às chamas. Os reacendimentos são constantes em Monchique, bem como nos concelhos vizinhos de Silves e Portimão.

Segundo o autarca de Monchique, o levantamento no terreno ainda está a ser feito, mas sublinha ainda que muitas das casas ardidas são de pessoas idosas que vão precisar de uma solução mais permanente.

Já em Silves, para onde o fogo alastrou-se nos últimos dias devido à intensidade do vento, o fogo reacendeu ao início da tarde em algumas das zonas por onde já tinha passado, tal como também acontece em algumas zonas de Monchique e Portimão.

Ao início da tarde, o primeiro-ministro, António Costa, disse que “não vale a pena ter a ilusão de que o incêndio vai ser apagado nas próximas horas”.

O primeiro-ministro considera que dada a “complexidade” da situação no terreno, não será possível controlar o incêndio nas próximas horas. O trabalho dos bombeiros está a ser dificultado por causa do vento forte que se faz sentir no terreno.

Assim, ao sexto dia do incêndio que começou na serra de Monchique, prevê-se que a situação meteorológica continue a dificultar o combate às chamas. Neste momento, há várias estradas cortadas ao trânsito nos concelhos de Monchique e Silves.

Apesar de a GNR ter apelado à população para que obedeça às orientações das autoridades em caso de evacuação devido aos incêndios, já foram registados vários episódios em que os moradores recusam-se a abandonar as suas propriedades e são “forçados” a sair pelos militares.

O JORNAL DO ALGARVE ouviu mesmo duas testemunhas que garantiram haver pessoas que se trancaram dentro de casa e fingiram que não estava ninguém quando chegaram as autoridades. “Assim é que conseguiram salvar as suas casas, porque senão tinha ardido tudo e ficavam sem nada”, refere uma moradora. Há ainda relatos de quem tenha fugido da GNR para não ser levado. Mesmo assim, não há registo de qualquer vítima mortal até ao momento. Já o número de feridos subiu para 32, um dos quais em estado grave.

Às 16h25 desta quarta-feira, o ponto da situação disponível na página da Proteção Civil indica que estão no terreno quinze meios aéreos e 1.308 operacionais, apoiados por 389 viaturas.

NC|JA

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