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Chile pede ajuda à NASA para alimentar mineiros soterrados

O governo chileno pediu ajuda à NASA para garantir a sobrevivência dos 33 mineiros presos há 19 dias numa mina, uma vez que as operações de resgate poderão demorar entre três e quatro meses.

Segundo o ministro da Saúde chileno, Jaime Manalich, os contactos com a agência espacial norte-americana estão a decorrer.

O ministro explicou, em declarações à estação de televisão Canal 13, que a situação dos mineiros retidos a 700 metros de profundidade “é comparável à situação dos astronautas que permanecem durante meses nas estações espaciais”.

A colaboração com os peritos norte-americanos irá incidir especialmente na alimentação dos mineiros durante as operações de resgate, que poderão demorar até quatro meses, de acordo com Jaime Manalich.

Os 33 mineiros estão soterrados há 19 dias no fundo de uma mina de cobre e ouro no norte do Chile, na sequência de um desmoronamento. Domingo, o Presidente chileno, Sebastian Pinera, confirmou que os mineiros estavam vivos.

Os trabalhadores receberam na segunda-feira, através de uma sonda, água, soro glicosado e alguns medicamentos.

Após uma fase de realimentação e rehidratação, que poderá demorar entre quatro a cinco dias, os mineiros vão começar a receber alimentos ricos em proteínas e em calorias, referiu ainda o ministro.
Telefonema emociona Chile

Os 33 mineiros, presos na mina desde o início de Agosto, falaram ontem de viva voz com o ministro da Minas chileno através de um videofone, disponibilizado pelos socorristas aos sobreviventes, que tiveram acesso também a gel de hidratação e alguns medicamentos.

Os homens, felizes com o contacto, ouviram a notícia de que iria começar a ser escavado o túnel de acesso ao refúgio, a partir da superfície, aplaudindo os esforços para o resgate. Para demonstrar a sua gratidão ao governante, os mineiros cantaram, a 700 metros de profundidade, o hino chileno.

Os responsáveis pelas equipas de resgate no local revelaram que estão a preparar um plano que permita manter os mineiros informados e ocupados.

“Eles precisam de perceber o que nós sabemos aqui em cima e que serão necessárias muitas semanas até que possam ver a luz”, afirmou o ministro da Saúde, Jaime Manalich.

AL/JA

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