CULTURA

Cidade de Faro na rota da bienal nacional BoCA, que começa hoje

Pinturas de Luiz Lázaro de Matos
Pinturas de Luiz Lázaro de Matos

A terceira edição da BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas começa hoje em vários espaços culturais de Faro, Lisboa, Almada, com apresentações de artistas de diversas áreas como Grada Kilomba, Capicua, Luís Lázaro Matos e Agnieszka Polska.

Já hoje, Luís Lázaro Matos apresenta “A Onda”, na Fábrica da Cerveja, em Faro, e Agnieszka Polska a obra “I am the Mouth”, na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, em Almada.

O certame, que coloca em diálogo as artes visuais, a performance, as artes cénicas e a música, decorre até 17 de outubro, com dez estreias nacionais e 17 novas criações de mais de 40 artistas portugueses e estrangeiros.

Hoje, entre outros artistas previstos na programação, a cantora Capicua vai apresentar “A Tralha” no Museu de Lisboa, Grada Kilomba abre a temporada de novas exposições do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, também em Lisboa, com a obra “O Barco”, que fala da desumanização e do genocídio de povos africanos e indígenas.

De acordo com a programação, o realizador Gus Van Sant estará na temporada do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e também foram convidados o cineasta Pedro Costa, com uma abordagem do pós-colonialismo, o encenador Romeo Castellucci, com uma instalação sobre a violência de uma comunicação imposta, para além de artistas como Andreia Santana, Mónica Calle, Sara Bichão, Gustavo Sumpta, Musa Paradisíaca, o coletivo feminista LasTesis e Anne Imhof.

Este ano, o evento passa por mais de 26 espaços de apresentação, entre teatros e museus, de Lisboa, Almada, Faro, mas também por ‘palcos’ naturais, exteriores, refletindo as preocupações ambientais que a programação aborda.

O cineasta norte-americano Gus Van Sant estreia a sua primeira criação de palco com o espetáculo de teatro musical “Andy”, inspirado na história de Andy Warhol.

A peça marcará a abertura da temporada 2021-2022 do Teatro Nacional D. Maria II, poderá ser vista na Sala Garrett, de 23 de setembro a 03 de outubro, antes de seguir para o Teatro das Figuras, em Faro, reconstruindo o passado de um Warhol em início de carreira, através de uma narrativa ficcional a partir de factos reais e de memórias, mas também com recurso à imaginação, tendo como pano de fundo o nascimento da Pop Art.

Com texto, encenação, música e letras de Gus Van Sant, “Andy” conta com uma equipa artística portuguesa, incluindo direção musical de Paulo Furtado, e os atores Carolina Amaral, Diogo Fernandes, Francisco Monteiro, Helena Caldeira, João Gouveia, Lucas Dutra, Martim Martins, Miguel Amorim e Valdemar Brito, para interpretar personagens como a atriz Edie Sedgwick, o escritor norte-americano Truman Capote ou crítico de arte Clement Greenberg.

A bienal tem prevista ainda uma série de debates e encontros com artistas como Grada Kilomba, Tania Bruguera e Frédérique Ait-Touati com Odete.

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