Cimeira do Mercosul realiza-se sem Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou na ontem que não assistirá à XXXIX Cimeira do Mercosul, a decorrer hoje em San Juan, na Argentina, por se encontrar doente.

“Apanhei uma gripe que me afetou os brônquios e tenho estado a repousar”, disse Hugo Chávez num contacto telefónico com o canal de televisão estatal da Venezuela.

A cimeira realiza-se cerca de duas semanas depois do presidente Hugo Chávez ter suspenso as relações com a Colômbia, depois de Bogotá ter denunciado perante a Organização de Estados Americanos que Caracas dá guarida a guerrilheiros colombianos.

A crise entre os dois países dominou, na segunda feira, a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do Mercosul, tendo o ministro venezuelano, Nicolás Maduro, explicado que o seu país é vítima de um conflito armado com mais de 60 anos na Colômbia e que quatro milhões de colombianos vivem em território venezuelano, dos quais mais de 600 mil entraram nos últimos oito anos, fugindo desse conflito.

No entanto, Nicolás Maduro recusou uma proposta do seu homólogo paraguaio, Héctor Lacognata, para debater no Mercosul o conflito que opõe Bogotá a Caracas.

A 22 de julho último Hugo Chávez rompeu as relações com Bogotá, na sequência da acusação colombiana, na Organização de Estados Americanos (OEA), de que a Venezuela protege guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Segundo Bogotá, 1500 guerrilheiros estão refugiados em território venezuelano.

As relações entre Caracas e Bogotá estavam congeladas desde 28 de julho do ano passado, por decisão da Venezuela, em protesto contra o anúncio das autoridades colombianas de que tinham encontrado um lote de armas, procedente da Venezuela, nas mãos da guerrilha.

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