ALGARVE POLÍTICA Primeira

Comissão de Utentes da A22 exorta deputados a votarem eliminação das portagens

A Comissão de Utentes da Via do Infante exortou os deputados a votarem pela eliminação das portagens naquela via em sede de votação na especialidade das alterações ao Orçamento de Estado, considerando que é a única forma de repor a justiça.

A Comissão recorda que a eliminação das portagens no Algarve irá constar das propostas na especialidade do Orçamento de Estado para 2020, as quais serão votadas nesta primeira semana de fevereiro na Assembleia da República. Pelo menos duas forças políticas, o Bloco de Esquerda e o PCP, apresentam propostas nesse sentido.

“O PS deve honrar, desta vez, os compromissos assumidos por António Costa em 2015, quando prometeu ao Algarve eliminar as portagens na Via do Infante, reconhecendo que a EN125 se tinha transformado num cemitério. Assim, cabe aos deputados do PS, desta vez, votarem a favor da eliminação das portagens na Via do Infante. Se assim não for, significa que vão continuar a provocar mais prejuízos e sofrimento ao Algarve e às suas populações, e vão continuar a defender uma PPP deveras obscura e ruinosa”, sustenta.

Quanto ao PSD e CDS, a Comissão observa que “também têm a oportunidade de se redimirem perante os algarvios, votando os seus deputados a favor da eliminação das portagens na Via do Infante. Caso não o façam, não venham posteriormente com desculpas esfarrapadas que defendem o Algarve”.

Para os utentes, a continuação das portagens na Via do Infante “não faz qualquer sentido e teimar em mantê-las é persistir na continuação de uma grave, injusta e trágica medida para o Algarve que data de 8 de dezembro de 2011, pelas mãos do então governo PSD/CDS e com o apoio do PS”. “Passaram-se 8 anos desde essa nefasta data e as consequências estão à vista de todos. Só quem tem beneficiado com as portagens tem sido a concessionária privada, que todos os anos arrecada milhões de euros à custa do erário público”, acrescenta.

“Além dos grandes prejuízos provocados a nível económico e na mobilidade, as portagens têm potenciado a sinistralidade rodoviária na região, com muitas vítimas, particularmente na EN125, que ainda não se encontra totalmente requalificada entre Olhão e Vila Real de Santo António e é considerada uma das vias mais mortíferas do país, voltando a ser apelidada de estrada da morte”, considera, concluindo que “vai chegar a hora da verdade para a semana que vem na discussão e votação do Orçamento de Estado para 2020”.

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