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OPINIÃO

Comunicando desportivamente: Em oito edições, 740 mil atletas

OPINIÃO | HUMBERTO GOMES

Em 8 edições, 740 mil atletas, 195 países, 7.378 milhões de Kms e 30 milhões de euros

Sendo que na edição deste ano foi estabelecido um novo recorde de participantes: 184.236, na história da Wings for Life World Run. De destacar também o número recorde de equipas – mais de 5.500 – e a crescente mobilização, porque sensibilizadas para o efeito, de grandes empresas, como é o caso da Audi, Google, Skye KTM, VW.


Decorreram até ao momento 8 edições, tendo nela participado mais de 740.000 atletas, em representação de 195 países, que permitiu angariar cerca de 30 milhões de euros, montante resultante do apoio das empresas e do valor das inscrições dos atletas.

Trata-se de uma corrida global, sem meta, que acontece exatamente à mesma hora em dezenas de cidades e que pretende angariar fundos para a investigação da cura das lesões da espinal medula. Corrida que tem a particularidade de, uma vez que não existe meta instalada, o carro-meta – cartcher car – sair da partida meia hora depois dos corredores a 15 Km/h e vai acelerando até um máximo de 35 Km/h e mandando encostar os atletas com que se cruza, como foi o caso da portuguesa Vera Nunes, que em 6 de Maio de 2018 se sagrou Campeã Global Feminina, ao percorrer 53,78 quilómetros.


Um total de 239 projetos, com 59 em andamento, de investigação estão a ser financiados pela Fundação Wings for Life, em todo o mundo, incluindo o nosso País, através das Universidades do Minho e do Porto, tendo como objetivo alcançar a cura para as lesões na espinal medula e/ou a melhoria da qualidade de vida daqueles que sofrem com esta patologia.

Wings for Life World Run por uma grande causa


  A prova deste ano, que em Portugal continental se iniciou precisamente à 12h do passado domingo, e que se juntou ao resto do mundo, nos mais diversos fusos horários, foi ganha no setor feminino pela norte americana Nina Zarina que percorreu 61,1 quilómetros, enquanto que no setor masculino logrou sagrar-se vencedor o sueco Aron Anderson, ao percorrer 66,8 quilómetros.


Toda a ação desta corrida pôde ser acompanhada em direto na página oficial da internet, merecendo rasgados elogios pelo facto de se poderem inscrever todo o tipo de atletas em todo o mundo.


Para além da sua vertente desportiva, sublinhe-se a vertente solidária com um edificante objetivo – juntos pelo mesmo fim -, na defesa e promoção de uma grande causa: encontrar a cura para as lesões da espinal medula.


Será com exemplos destes que o desporto, enquanto fenómeno social e mediático de enorme alcance, através dos seus agentes desportivos, nos poderá servir de guia e de intérprete da sociedade que é preciso, constantemente, humanizar!

Humberto Gomes

*”Embaixador para a Ética no Desporto”

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