OPINIÃO

Comunicando desportivamente: Quem não tem cão (voo) caça (atravessa) com gato (a pé)…

OPINIÃO | HUMBERTO GOMES
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Porque o espaço aéreo para o país do Leste Europeu estava fechado, pandemia a quanto obrigava, o recurso foi atravessar a pé a fronteira que separa a Geórgia da Rússia.


Situação, convenhamos, um pouco insólita e protagonizada pelo basquetebolista internacional georgiano Tornike Shengelia que se transferiu da equipa espanhola do Baskonia para o CSKA de Moscovo.


Shengelia, deslocou-se num veículo até próximo da fronteira com a Rússia com o intuito de poder atravessar a linha entre os dois países, a pé. O georgiano revela como foi: “Foi uma história curiosa. Ninguém na Geórgia me impediu de prosseguir.

Levaram-me até um ponto próximo da fronteira e daí prossegui acompanhado por uma pessoa que nem conhecia. Andei mais ou menos um quilómetro, com chuva, numa situação complicada”.


E tensas que estão as relações entre os dois países, sabendo-se da acusação da Geórgia à Rússia, nomeadamente por “anexação desenfreada” das marcas que apontam a fronteira com a Ossétia do Sul, a reação face à transferência do extremo-poste, capitão da seleção georgiana, foi, de algum modo, tumultuosa, com a presidente da Geórgia da Geórgia Salome Zurabishvili, a classificar de o acontecimento de “inacreditável”.


Restará acrescentar que, após atravessar a fronteira, os representantes do CSKA encaminharam o basquetebolista até Moscovo.


“Coisas”… da “coisa desportiva”, que, no plano positivo, até poderão vir a facilitar um amenizar de tensão entre os dois países.
É que, vezes quantas, o Desporto opera milagres!

Humberto Gomes
“Embaixador para a Ética no Desporto”

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