Corrupção na GNR de Albufeira leva ASPIG a pedir intervenção do Comando Geral

“Há nove anos” que se registam casos de “corrupção entre os militares” na GNR de Albufeira, denuncia o presidente da ASPIG

O presidente da Associação Sócio Profissional Independente da Guarda (ASPIG) apelou hoje ao Comando Geral da GNR para intervir rapidamente na GNR de Albufeira, onde há nove anos aparecem casos de corrupção.

Em declarações à Lusa, o presidente da ASPIG e membro do Conselho de Ética e Deontologia da GNR, José Alho, denunciou que “há nove anos” que na GNR de Albufeira se registam casos de “corrupção entre os militares”.

O último caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e relaciona-se com um militar da GNR do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação de Albufeira e que, alegadamente, falsificava documentos de vítimas que morriam em acidentes para contrair empréstimos bancários.

“Este comportamento a ser comprovado é terrível. Preocupa-me este problema em Albufeira. Acho que Albufeira tem que levar uma volta, mesmo a nível psicológico, e tem de ser o Comando Geral da GNR a tomar uma atitude”, reitera José Alho, preocupado com os “problemas sistemáticos na GNR de Albufeira”.

O Comando Geral da GNR confirmou à Lusa que aquela estrutura tem conhecimento do caso do militar de Albufeira desde “novembro de 2008” e que nessa altura realizou uma queixa no Ministério Público.

“Quando a GNR detetou comportamentos que não se identificavam com o trabalho de um militar da GNR, participou ao Ministério Público o caso”, declarou à Lusa o responsável pelas Relações Públicas da GNR.

“Para a GNR é importante que esta situação seja investigada pela Polícia Judiciária, porque é uma estrutura exterior à GNR”, adiantou o Tenente Coronel Costa Lima, referindo que se trata “de uma situação anormal”, mas que a GNR pretende tomar “todas as medidas para cessar tais comportamentos”.

O militar de Albufeira foi investigado durante dois anos, acabando por ser constituído arguido dia 15 de julho e sendo afastado das suas funções no Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação.

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Comentário

  • pior que essa é o caso dos gnr de porto de mós testemunhas de morte no terreno, provocada por empresario de porto de mós (madiver) que matou á queima roupa com consentimento da guarda e que por lapso ou necessidade esqueceram os factos ocorridos .por dinheiro o guarda faz tudo inclusive servir-se da guarda.de salientar que como sempre o tiro foi acidental no momento exacto.esta deve servir para um povo de coitadinhos(pensa o Bastos da Madiver,grande omem).

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