OPINIÃO

Crónica de Faro: 30 Kms de Ciclovia

OPINIÃO | JOÃO LEAL

Nesta recta final da vida que os 82 anos determinam conservo, entre outros, dois grandes desgostos: não saber tocar qualquer instrumento e não saber andar de bicicleta. Se no primeiro caso procuro ultrapassar a questão recorrendo à audição, em directo ou por gravação de intérpretes e conjuntos e, passe a ironia, tocando campainhas de porta, já no que aos velocípedes se refere, fi-lo em moço e esqueci-me pela não prática, o que é irrealizável.


Tenho por isso uma admiração grande por todos os ciclistas, sejam o que o fazem por desporto ou lazer, como os que o executam por questão de necessidade. Sou um confesso amante do ciclismo profissional, havendo acompanhado em missão jornalística diversas competições (Volta ao Algarve, Grande Prémio Casal, Festivais nas pistas de Tavira e de Loulé, etc.) e mantido amizade com grandes ciclistas algarvios (Ildefonso Rodrigues, Inácio Ramos, António Graça, Jorge Corvo e outros mais em várias gerações).


Vem este já longo arrazoado a propósito do início das obras em curso de mais um troço da «Ciclovia Urbana», realizado pela Câmara Municipal do troço na Avenida Calouste Gulbenkian, entre as rotundas do Teatro das Figuras e da Penha e posterior ligação ao Complexo Desportivo e Cais Comercial, com um custo de 160 mil euros e de grande prestabilidade para o movimento viário citadino. É mais um lanço a adicionar aos projectados 30 quilómetros de ciclovia que ligarão a capital sulina à «Euro-Velo 1», através da «Costa Atlântica» que unirá a Escandinávia ao Sul Atlântico ou seja unindo Portugal e a Noruega, com plena circulação na unidade geográfica e política europeia.

João Leal

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