CRÓNICA DE FARO: ABEM: Rede Solidária do Medicamento

joão leal

Ascende já a uma centena o número de farenses, em situação económica vulnerável, uma grande parte dessa enorme mancha, cada vez maior escreva-se, que constituem a dita «miséria envergonhada» abrangidos pela «Rede Solidária do Medicamento» (abem). Há semanas tivemos o ensejo de assistir à entrega de mais uma série de cartões que vão possibilitar o acesso gratuito em farmácias aderentes (bom seria que todas o houvessem sido pelas facilidades ditas de proximidade ou anteriores ligações) a um grupo de beneficiados.

O que é este Programa afinal? Trata-se de um apoio de vários municípios, entre os quais o de Faro, numa perspetiva de ampla adesão ao apoio social aos mais carentes, sobretudo na área da saúde, que vai possibilitar a aquisição de medicamentos comparticipados que tenham sido prescritos por receita médica e sob a génese da Fundação Dignitude.

A candidatura ao Cartão faz-se junto do Departamento de Desenvolvimento Social e Educação do Município mediante a apresentação de vários documentos que definam o perfil, enquadramento familiar e residência no concelho há mais de 5 anos, situações fiscal, médica e laboral, bem como a relação das despesas com a indicação da Farmácia da estimativa do valor mensal gasto em medicação.

Indicamos estes elementos pelo possível interesse de alguns dos nossos leitores e na resposta ao que foi o grande apelo do Dr. Rogério Bacalhau (presidente da câmara Municipal de Faro) ao dirigir-se aos novos beneficiados para que façam a divulgação da «Rede Solidária do Medicamento» para que outros cidadãos se candidatem ao mesmo. Os cartões, após avaliação sócioeconómica dos indivíduos/agregados requerentes indica à Fundação Dignitude a justiça da pretensão. O Município assume o compromisso perante os estabelecimentos farmacêuticos do pagamento da comparticipação a que os utentes quer do Serviço Nacional de Saúde como dos Sistemas Subsidiários tinham que pagar.

Mais esclarecimentos podem ser obtidos junto citado Departamento de Desenvolvimento Social e Educação, na Praça José Afonso, n.º 1, em Faro (tel. 289 870 869), onde encontrará um apoio decidido e fraterno às suas pretensões.

João Leal

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