OPINIÃO

Crónica de Faro: D. Isabel Cassiano, “uma grande senhora”

Faro
OPINIÃO | JOÃO LEAL

A expressão usada por minha filha na hora do adeus é saudosa senhora define na íntegra quem foi esta farense, nascida de algumas das mais apreciadas famílias farenses.


D. Maria Isabel Paula Pereira Ramos Rocheta Cassiano, ora falecida aos 92 anos de idade (7 de Novembro de 2021), nascera em Faro aos 13 de Fevereiro de 1929 e viúva desse saudoso médico e prestante cidadão, que foi o Dr. Armando José Cassiano, conceituado clínico e que colaborou com dedicação e brilho neste espaço do «Jornal do Algarve», de cujo Director/Fundador, o sempre lembrado jornalista José Barão, era compadre.


A extinta, que foi sepultada no Cemitério da Esperança, após ter estado na Igreja de São Luís, foi uma exímia pianista e um das primeiras professoras deste instrumento no Conservatório Regional do Algarve Maria Campina, fazendo parte do corpo docente inicial.


Percorrendo a vida com uma dignidade exemplar ela foi a cidadã respeitada, a esposa dedicada, a mãe afectuosa e a amiga afectiva sempre pronta a um gesto amigo e de amparo.


De quantos dramas pungentes na vivência por via de tantos e tantos que o foram os que se dirigiam a sua casa, a qualquer hora, porque a doença não escolhe hora, em busca do socorro que o marido, era a esperança de uma salvação?


Morreu a Dona Isabel Cassiano que foi, de sobre modo, na saudade que nos percorre, «uma grande senhora».

João Leal

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