OPINIÃO

CRÓNICA DE FARO: Mário da Encarnação, um servidor do Algarve!

OPINIÃO | JOÃO LEAL

Deixou-nos, na véspera de completar 93 anos (17 abril de 1925) o admirado farense Mário José da Encarnação, um homem que na sua humilde simplicidade, mas no seu incomensurável valor, prestou, toda a vida ativa, ímpares serviços à Região Mãe. O “Márinho”, assim por todos afetuosamente e num respeito onde a estima e o apreço se fundiam, foi ao longo de oito décadas, um homem bom, generoso e sempre disponível, que mormente na música e no desporto, deixa o seu honrado nome assinalado.
Era, talvez e quanto a nós, um dos maiores folcloristas algarvios, ligado não apenas historicamente ao histórico Grupo Folclórico de Faro, decano dos seus congéneres na Região (desde o tempo de Henrique Ramos, Tomás Bento, Marceliana Paixão, Berta Santos, António Leal, Virgílio Carminho, Paquito e tantos outros cuja saudosa lembrança está sempre presente no nosso espírito), como a muito outros agrupamentos (conceição de Faro, ARPI, etc), mas pelo seu muito saber que tinha sobre as danças, músicas, trajes e outros ADNs do Algarve. Na Música foi um dos melhores violas que, durante anos, se incluía nos melhores, mais cotados e requeridos conjuntos farenses, animando bailes e espetáculos e exímio intérprete instrumental.
Exímio bilharista (os seus “shows” no Acordeão ou no Café Antão) sideravam os que assistiam, notável xadrezista, foi, num apoio pleno e de mão dadas com o sempre saudoso prof. Fortes Ricardo, um “verdadeiro lançador” da fundação de várias Associações Regionais, casos do atletismo, andebol, voleibol, ténis de mesa, etc. e nas mesmas prosseguiu o seu total apoio como dirigente e juiz. Ressaltamos o caso de juiz/árbitro, de que se manteve, talvez, como o mais veterano do País do Atletismo, constituindo, a todos os títulos e por todas as razões, em autêntico modelo.
Deixou-nos um verdadeiro servidor da Terra Mãe, a saudade e o orgulho de havermos sido seu amigo, são monumento à grandeza que, na vida, foi o Mário José da Encarnação (“Márinho”).

 

João Leal

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