OPINIÃO

CRÓNICA DE FARO: Misericórdia, cinco séculos a fazer bem

OPINIÃO | JOÃO LEAL

Assinala-se este ano o quinto centenário da fundação da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Faro, já que com base nos diversos documentos existentes, alguns fazendo parte do património do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, “Podemos concluir que à data de 10 janeiro de 1518 se assinala a existência de uma Misericórdia na capela de Santa Ana (atual capela de Nossa Senhora dos Prazeres) na Sé Catedral. Diversos historiadores e investigadores confirmam esta efeméride, incluindo-se, entre muitos outros: Fernando Calapez Correia, Francisco Lameira, Paula Noé e Luís Filipe dos Santos. Esta assim perante uma data do maior significado histórico para a região e que deve, com toda a justiça e merecimento, ser assinalada, recordando todos aqueles que ao longo deste meio milénio deram o melhor de si em prol de todos, de modo próprio dos mais necessitados, no pleno cumprimento das 14 obras de misericórdia, tanto espirituais como corporais. E esta obra iniciada em Lisboa pela rainha Dona Leonor, ganhou corpo entre nós e tem desenvolvido uma obra ímpar num vasto espetro de ação que vai da beneficência caritativa à assistência aos desvalidos.
Com as diferenciações que o tempo e as condições de vida o têm imposto a Santa Casa da Misericórdia de Faro oferece hoje um vasto conjunto de valências, que vão do apoio à terceira idade e à infância, aos necessitados e carentes e que se amplia neste ano aniversariante dos “quinhentos anos da fundação” a um novo lar residencial para seniores, a que, conforme, aprovação por aclamação em Assembleia Geral de Irmãos foi dado o nome do atual provedor, José Ricardo Candeias Neto, que há mais de três décadas tem vindo a dar o seu comprovado e exemplar esforço à Instituição. Recorda-se que as atuais instalações da sede se deve aos Bispo Mecenas D. Francisco Gomes de Avelar que encomendou ao arquiteto italiano, Francesco Saverio Fabri (o mesmo autor do vizinho Arco da Vila e de tantas outras obras diocese em fora) a remodelação da igreja e do Hospital, afetados pelo terramoto de 1755, obras que decorreram entre 1795 e 1815. Ao assinalarem-se os “500 anos da fundação da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Faro”, lavra-se, com o é de todo o merecimento o que representa “por bem fazer” a sua benemerente ação em prol de todos os necessitados.

João Leal

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